Jorge de Castro
Da equipe do Correio
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| Policiais em frente ao edifício sede da Polícia Federal: ato em Brasília reuniu cerca de 500 pessoas para pressionar por aumento |
A solução encontrada foi um reajuste de 60% nos subsídios dos policiais, dividido em duas parcelas. A primeira saiu como o prometido, em julho. A segunda deveria sair até o final do ano passado, fato que não ocorreu. “Para conceder o aumento, o governo quer que aceitemos a lei orgânica que eles fizeram”, reclama Avelar. A minuta é um anteprojeto de lei que trata da carreira da polícia federal.
Documento
Em estudo na Casa Civil, o documento prevê, segundo o presidente do Sindipol-DF, a exoneração de quase dois mil policias que estão em estágio probatório na área de papiloscopistas e escrivães. “Há quatro turmas na academia de polícia com cerca de 200 policiais. Eles são treinados, mas serão exonerados. É um desperdício do dinheiro público”, explica. “Para passar em concurso público, o policial federal precisa de curso superior, mas a remuneração é de ensino médio, contesta Avelar. Um agente de polícia em início de carreira ganha mais de R$ 4 mil brutos.
A direção da Polícia Federal não quis comentar o assunto oficialmente. Segundo policiais federais, o Ministério da Justiça põe a culpa na pasta do Planejamento pelo atraso no pagamento da segunda parcela do reajuste. Com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o órgão terá de reavaliar o aumento. A equipe do Correio ligou para o ministério, mas até o fechamento da edição os integrantes da pasta não haviam retornado as ligações.
O sindicato dos funcionários da área administrativa da Polícia Federal informou que não participaria do movimento de advertência que os policiais federais realizaram ontem. Conforme a nota do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF), o pessoal administrativo “não aderiu à paralisação porque as reivindicações dos policiais federais não apresentam em nenhum momento proposta de interesse da categoria”.
Luís Cláudio Avelar, presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal







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