Folha de São Paulo
O Tribunal de Justiça do Rio afastou e abriu processo administrativo disciplinar contra o juiz de Mangaratiba, Rafael de Oliveira Fonseca. Ele é investigado por escutas clandestinas, destruição de provas e corrupção.
A decisão foi tomada no mesmo dia em que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) iniciou uma inspeção no tribunal fluminense para examinar contracheques de magistrados. O Rio é apontado também como o que menos conclui processos administrativos contra juízes.
Fonseca foi apontado em 2008, quando ocupava a Vara Criminal de Itaguaí, como recordista nacional na autorização de escutas telefônicas, a partir de levantamento da CPI dos Grampos.
À época, ele afirmou que sofria ameaças, e que o número de escutas autorizadas era menor do que as 2.147 listadas pela comissão.
Ele não se pronunciou sobre o afastamento.






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