Fonte: Agência Sindipol/DF
Nesta sexta-feira, 9, a Comissão de Reestruturação Salarial da Fenapef esteve reunida em Brasília com o assessor especial do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, para tratar de questões salariais e atribuições. Marcelo Veiga foi indicado pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para acompanhar as demandas dos policiais federais.
Participaram da reunião o presidente do Sindipol/DF, Jones Leal; o vice-presidente do Sindipol/DF, Flávio Werneck; o vice-presidente do Sinpef/MG, Luis Antonio Boudens; o Diretor de Estratégia Sindical Adjunto do Sindipol/DF e Diretor da Fenapef, Leandro Ernesto; o Diretor de Seguridade Social da Fenapef, Naziazeno Florentino dos Santos e o secretário-geral da Fenapef, João Valderi de Souza.
Os sindicalistas apresentaram o projeto de Reestruturação Salarial, demonstrando em detalhes a defasagem salarial dos Agentes, Escrivães e Papiloscopistas frente a outras carreiras típicas de estado. A minuta apresentada foi a mesma entregue ao Ministério do Planejamento em dezembro de 2011.
O assessor afirmou que o Ministro José Eduardo Cardozo está buscando a valorização dos servidores ligados ao Ministério da Justiça. Afirmou ainda que até o dia 15/03 fará reuniões com a Secretaria Executiva do Ministério da Justiça para tratar das demandas apresentadas pelos representantes sindicais.
Marcelo Veiga disse ainda que pretende fazer uma reunião com a Secretária Adjunta de Relações de Trabalho no Serviço Público, Marcela Tapajós, com a finalidade de verificar em que fase se encontra o processo de reestruturação dos Policiais Federais.
Após o dia 20/03 uma nova reunião será agendada com os sindicalistas.
Gratificação de Fronteira – Marcelo Veiga confirmou que o projeto da gratificação de fronteira está concluído, contudo, ao contrário do que se esperava, o benefício estará diretamente ligado ao subsídio do servidor, ou seja, será um percentual do salário. Logo, quem já ganha mais, ganhará mais ainda.
Segundo Jones Leal, presidente do Sindipol/DF, esta forma poderá trazer mais problemas ao Departamento de Polícia Federal. “A gratificação ficou injusta, já que ficou ligada a um percentual do salário. O padeiro da cidade vai vender o pão pelo mesmo preço a todos, não vai perguntar se o comprador é servidor Administrativo, Policial ou Delegado”, afirma indignado.
Outra notícia que desagradou os sindicalistas foi a afirmação do assessor de que os servidores lotados na Amazônia Legal e nas áreas de difícil provimento não receberão esta gratificação. Somente as áreas de fronteira serão contempladas no projeto.






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