O governo está arrepiado com a possível criação de uma nova CPI no Senado para tratar de crimes relacionados às fronteiras, como o tráfico de drogas. Proposta pelo governista Marcelo Crivella (PRB-RJ), a CPI já está protocolada com 50 assinaturas.
O crime nas fronteiras foi bandeira de campanha do tucano José Serra, que defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública. Depois de ouvir apelos do Planalto e do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) para adiar sua empreitada, o senador afirma que a comissão não será usada contra o governo: “Ninguém pode duvidar da minha lealdade”.
Muita calma Ao governo, Crivella diz que a investigação pode ajudar na criação da guarda de fronteira e a trazer mais recursos para a Polícia Federal. No Planalto, prevalece a máxima sobre as CPIs: “Sabe-se como começa, nunca como acaba”.
Ah, é? A PF não gostou da entrevista à Folha na qual o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando Souza criticou a demora na apuração dos desdobramentos do mensalão. No entender da cúpula, coube à polícia preencher lacunas deixadas pelo relatório que resultou na abertura de ação penal no Supremo.






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