A Polícia Civil de São Paulo apreendeu os primeiros comprimidos de ecstasy produzidos por um laboratório subordinado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As 20 cápsulas foram encontradas em uma favela próxima ao aeroporto de Congonhas, no dia 28 de maio. A sintetização do ecstasy exige um laboratório e um grau de conhecimento mais especializado do que o aplicado na produção de crack e cocaína, segundo a Polícia Federal. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O lote apreendido pode indicar que algum integrante da facção aprendeu a sintetizar a droga ou contratou alguém para essa tarefa. A polícia já encontrou pelo menos três laboratórios de ecstasy no País. Todos os laboratórios clandestinos eram comandados por um estudante universitário de química ou um técnico. Até a apreensão de maio, o tráfico da droga era praticamente exclusivo da classe média, comandado por jovens que buscavam os comprimidos na Europa para revendê-los em clubes. “Essa apreensão de ecstasy mostra que o PCC está se sofisticando, diversificando seus negócios e buscando novos públicos”, diz o sociólogo Guaracy Mingardi, pesquisador do Fórum Nacional de Segurança Pública.






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