Treze pessoas foram presas em duas operações deflagradas nesta manhã no Rio Grande do Sul para combater fraudes em benefícios concedidos pela Previdência Social. A força-tarefa formada pela Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal identificou pelo menos dois grupos,
De acordo com a Polícia Federal, a fraude consistia na inclusão de tempo de contribuição inexistente, que em alguns casos, chegou em 30 anos. As duas quadrilhas, segundo a PF, atuavam de maneira semelhante, porém independentes. Os dois grupos seriam liderados por servidores da Previdência Social.
O bando que agiria
As investigações apontaram que um dos beneficiados pelo esquema seria um coronel reformado da Polícia Militar. Conforme análise feita pelo Ministério da Previdência Social, ele teve 28 anos de tempo de serviço inexistente registrados no INSS, gerando uma aposentadoria fraudulenta com renda mensal de R$ 3.038,99.
A fraude teria gerado um prejuízo que pode chegar a R$ 7 milhões, segundo a PF. Nos cinco meses de investigação, o prejuízo calculado foi de R$ 330 mil. A ação, denominada Operação Chacrinha, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre e Viamão. Seis suspeitos foram presos
A segunda operação deflagrada hoje, denominada Sonho Encantado, teve como alvo um grupo suspeito de agir junto à agência da Previdência Social de Encantado, no Vale do Taquari, interior do Estado. Os integrantes do grupo, segundo a PF, aproveitavam-se do esquema para obter suas aposentadorias de modo fraudulento.
Segundo estimativas preliminares, o prejuízo aos cofres públicos causado pelas operações do grupo supera R$ 5 milhões. Sete pessoas foram presas e 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos
Conforme a Polícia Federal, os suspeitos poderão ser indiciados, conforme sua atuação no esquema, por estelionato, inserção de dados falsos em sistemas de informação, peculato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
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