A cúpula da Polícia Federal reagiu ontem às críticas do procurador-geral, Roberto Gurgel, contra demora da instituição em concluir as perícias relacionadas à Operação Caixa de Pandora, investigação sobre o mensalão do DEM. Para a polícia, o atraso na conclusão das investigações deve ser atribuído ao Ministério Público Federal e não à PF. Em nota, a PF alegou ter concluído todas as perícias necessárias no ano passado.
As investigações da Operação Caixa de Pandora, iniciada em novembro de 2009, derrubaram o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o vice-governador Paulo Octávio. Mas, até agora, o MPF ainda não apresentou denúncia contra os principais acusados. Arruda e Paulo Octávio são suspeitos de receber propina de empresas contratadas pelo governo local.
“A PF informa que todos os exames pertinentes foram realizados com prioridade pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC), que atendeu prontamente as demandas periciais requisitadas pelo poder Judiciário e pelo Ministério Público”, diz o texto divulgado pela PF em resposta ao procurador-geral. Em entrevista, na quarta-feira, Gurgel responsabilizou a PF pela demora na apuração do escândalo.
– Evidentemente, já era para estar concluído. Tivemos uma série de dificuldades com a Polícia Federal, atrasos de perícias e tudo mais. Há uma série de diligências pendentes, mas a gente espera conseguir resolver isso e ter condições de apresentar nossa conclusão – disse Gurgel.
Segundo a nota, a polícia enviou dois relatórios sobre o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o ano passado e, até o momento, o MPF não emitiu parecer. “Em ambos os relatórios, a Polícia Federal sugeriu várias medidas investigativas, dentre elas a quebra de sigilos fiscal e bancário de diversos envolvidos. Apesar da consignação de sugestões nos relatórios citados, a Polícia Federal não foi informada, até esta data, de qualquer decisão sobre tais medidas”.






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