O governo federal vai pedir à Polícia Federal que investigue os incêndios na Floresta Nacional de Brasília e outras três áreas de conservação ambiental no Mato Grosso, Rio de Janeiro e Tocantins. A suspeita é de que o fogo tenha tido origem criminosa. O incêndio na Floresta Nacional de Brasília, iniciado na última quinta-feira, já consumiu mais de 70% da área de cerrado do parque.
Na sexta-feira, a capital federal amanheceu tomada pela fumaça. Segundo a Defesa Civil do Distrito Federal, havia três grandes focos focos de incêndio: na Floresta Nacional de Brasília (Flona); na Reserva da Base Aérea Militar, próxima ao Aeroporto Juscelino Kubitschek; e no Jardim Botânico. Cerca de 250 homens do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para apagar o fogo. Soldados da Aeronáutica também ajudam no combate às chamas. Neste sábado, um avião Hércules da Força Aérea Brasileiras (FAB) despejou água nas áreas mais prejudicadas. Não chove no Distrito Federal há três meses, e a baixa umidade do ar facilita a propagação das chamas.
O resultado é que a ponte JK, um dos cartões postais da cidade, e o Palácio do Planalto, ficaram encobertos pela fumaça. O Aeroporto de Brasília operou por instrumentos das 4h20m às 10h22m na sexta. Segundo a Infraero, nenhum voo foi cancelado, mas funcionários do aeroporto tiveram que trabalhar com máscara. Algumas escolas suspenderam as aulas.
Na cabeceira da pista da Base Aérea nem era possível enxergar as aeronaves. A vegetação ao redor foi consumida pelo fogo. O Campeonato Nacional de Balonismo foi cancelado.
A Defesa Civil registrou pelo menos 150 focos de incêndio no DF. No Lago Sul, a visibilidade ficou prejudicada e os motoristas tiveram que reduzir a velocidade.
– Muitas vezes, o fogo não começa nas margens, mas em áreas mais afastadas. É difícil até chegar aos focos de incêndio para combatê-los – diz o coronel Geraldo Lira.
Em Minas Gerais, o fogo atinge a vegetação da Serra do Caraça há 12 dias. Dois aviões e um helicóptero auxiliam no combate às chamas. Moradores reclamam que os bombeiros demoraram a chegar. Os primeiros focos foram registrados em agosto. Os bombeiros informam que não foram chamados. O fogo também atinge um terreno da mineradora Vale. A empresa informou que começou a combater os focos de incêndio no último dia 6 de setembro. A Serra do Caraça abriga vários animais em extinção.
Fonte: O Globo






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