Colegas,
Leiam o texto abaixo e principalmente as peças anexas. Aí estão o parecer do sindicante, um Agente, fundamentando e propondo arquivamento de Sindicância que respondi por haver escrito artigo criticando Inquérito Policial. Depois temos o melhor: O parecer de um delegado que, pra variar, joga na lata do lixo o parecer do agente e propõe abertura de PAD, prontamente acatado pelos outros delegados membros do NUDIS e COR. Tenho certeza que irá render boas risadas e muita indignação. Atentem para as páginas 15 e 16 da sindicância que trazem ao bojo do procedimento comunicação pessoal minha usando e-mail não institucional em diálogo com o colega Fagundes, que hipoteca solidariedade a este Policial. Algo estranho aconteceu. No meu entender, trazer aos autos estes documentos se constitui VIOLAÇÃO de minha intimidade e de minhas comunicações. Por favor retornem e vamos debater linhas de ação para esta grave ofensiva contra todos os Policiais Federais NDs.
Colegas,
Reflitam sobre isto:
“Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar…”
Martin Niemöller, 1933
LEODÉCIO NEVES
Por haver escrito artigo intitulado Método de Investigação Brasileiro, publicado em 09.04.2008 no site do SINPEFPB ( página em reconstrução) fui NOTIFICADO pela CORREGEDORIA LOCAL, em atendimento a solicitação da COAIN/COGER a prestar esclarecimentos. Em anexos, todos os documentos deste TRIBUNAL DE INQUISIÇÃO, assim como no corpo deste o famigerado artigo. Protocolei requerimento solicitando informar se existe Procedimento administrativo ou Penal contra este signatário no âmbito do DPF, caso positivo que seja informado o que investiga e ainda que seja fornecida cópia do mesmo.
Fiquemos de olho! O cerco à liberdade de expressão, assegurada pela constituição federal tem sido afrontado através de intimidações. Nunca ganhei nada com Puxasaquismo e bajulação. Tudo que desejo é que o Departamento de Polícia Federal, cujo distintivo envergo e defendo com orgulho siga desfrutando do prestígio e apreço dos contribuintes mas que possa melhorar a sua prestação de SERVIÇO PÚBLICO.
Saudações a todos!!!
João Pessoa-PB, 27 de setembro de 2009
ARTIGO: MÉTODO DE INVESTIGAÇÃO BRASILEIRO
Porque ir às ruas investigar? a PF não precisa imitar o FBI, a SCOTLAND YARD e outras polícias, afinal de contas alguém deve achar que já somos A MELHOR POLÍCIA DO MUNDO e por isso, com nossa bola de cristal, não precisamos descolar-nos da escrivaninha para colher elemento algum na persecução penal.
Costumo dizer que o método de investigação levado a efeito pelo Inquérito Policial no Brasil é o MÉTODO DO CAGAÇO. Que significa isso? o modelo espera que o indivíduo ao comparecer perante o “Doutor delegado”, a dita autoridade policial no âmbito da Polícia, se desmanche de MEDO e quiçá, no seu ABALADO ESTADO EMOCIONAL por estar na presença de tão sublime figura, expila alguma declaração que possa vir a elucidar determinada situação. Bem nos moldes dos tempos do Coronelismo ditatorial.
Alguém aí acredita que existam tantos bocós assim, medrosos, se desmanchando em M na presença de um policial ? E no caso da Polícia Federal, cuja área de atuação ainda faz com que alcancemos elementos de maior nível de escolaridade e intelectualidade? Quanto aos poucos pés-rapados que já prendemos, quantos “entregaram” alguma coisa simplesmente no interrogatório, “na boa”?
Por vezes chego a pensar que sou muito ácido na minha analise mas, creio que não. Assim como muitos delegados que sonharam ingressar na PF para ser verdadeiramente peça fundamental em investigações, eu também tive a ilusão de um dia atuar colaborando decisivamente para a elucidação de crimes e dar agilidade à justiça. Hoje sabemos que o INQUÉRITO POLICIAL nos propicia bem menos que nossos sonhos de criança e os anseios de eficiência do povo brasileiro.
A diferença reside no fato de que estou aqui a fazer uma crítica e outros não têm a necessária coragem pra isso. Ingressam nesta casa e aqui ficam na esperança de migrarem para uma carreira jurídica ou serem aprovados num concurso para tal fim. Não vejo amor ao serviço público e sim apego ao status. Fico imaginando a projeção deste orgulho patriótico estampado na satisfação proporcionada aos pais e manifestada entusiasticamente: “…Ah!!! meu filho é Delegado da Polícia Federal!!!”. E o Brasil, coitadinho!, segue em frente na Vanguarda do Atraso quando se trata da prestação de serviço público na esfera policial.
Esclareço que sou AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL e porque não dizer, com muito orgulho? No início os sonhos são os mesmo. A coisa muda de figura com o doutrinamento da ANP. Não sou bobo. Acompanhamos a vibração e o entusiasmo de jovens concurseiros a debater a realidade da PF antes de nela ingressar. Muda tudo. Como diria o poeta Cazuza “…pois aquele garoto que ia mudar o mundo, agora assiste a tudo de cima do muro…” Desafio qualquer um a me contradizer. Daí chegar à conclusão que muitos deltas levam isso aqui como um emprego. Produtividade ? se traduz nas estatísticas, no número de IPL relatados. Quem se importa com isso ? tem os agentes pra fazerem as diligências e os escribas pra fazerem toda a parte cartorária. Basta por uma assinatura e pronto!
Fonte: Blog O oculto






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