Fonte: Agência Sindipol/DF
Foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar contra o vice-presidente do SINDIPOL/DF, Flávio Werneck. O sindicalista é acusado de ter faltar com a verdade no exercício de suas funções (art. 43, XVII) em outro PAD, instaurado contra o Diretor de Comunicação da Fenapef, Josias Fernandes.
O Diretor da Federação foi acusado de ofender a Academia Nacional da Polícia Federal, por meio de um artigo publicado no site da entidade. O texto questionava o critério de seleção usado no “Curso de Especialização (lato sensu) em Ciência Policial e Investigação Criminal” da Academia da PF. Na publicação, o agente diz que a prova foi direcionada para aceitar apenas policiais formados em Direito, o que seria desnecessário. Segundo o agente, outros integrantes da Polícia Federal de formação diferente também poderiam fazer o curso.
Werneck, que participou da seleção do curso, testemunhou a favor de Josias, afirmando que os critérios de correção da segunda fase do processo seletivo, onde deveria ser confeccionado um texto, não eram objetivos. “Logo após minha eliminação, entrei em contato com a ANP e me informaram que a pontuação era atribuída ao uso correto da língua portuguesa e ao perfil do candidato para participar do curso. Como então minha nota foi zero, se meu texto não continha erros de ortografia?”, questiona.
Após o depoimento de Werneck, foi instaurada uma sindicância para apurar a afirmação. De acordo com a investigação, os servidores lotados na Academia não se recordavam da ligação telefônica efetuada sobre o fato, que ocorreu em 2010.
Coincidências – O curioso é que a sindicância investigativa foi instaurada logo após a primeira reunião, convocada pelo Deputado Vieira da Cunha, onde foram discutidos pontos de reformulação para o Projeto 1952/2007, que substitui a 4878/65 e regulamenta o Regime Disciplinar do Departamento de Polícia Federal.
O então Corregedor da Polícia Federal, Valdinho Jacinto Caetano, estava na reunião e presenciou as críticas dos sindicalistas à Corregedoria do Departamento.
“Na ocasião, informei ao Deputado que, em pouco tempo, estaria respondendo a um PAD por conta da minha fala. Até o convidei para ser minha testemunha. Foi o que de fato aconteceu”, afirma indignado, o sindicalista.
O SINDIPOL/DF já esta tomando todas as providências jurídicas para o caso.






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