Fonte: O Globo
Uma arma branca passou, no início da tarde de ontem, pelo sistema de raios X e detectores de metais da segurança da Rio+20, no Riocentro, por onde vão transitar milhares de pessoas e os 130 chefes de Estado. O teste, feito pelo blog de Ancelmo Gois, revelou falhas na segurança do Riocentro, que desde 5 de junho é considerado território da ONU. A segurança é feita em parceria entre o Departamento de Segurança da ONU e o Comando Militar do Leste.
O canivete — com 10,5 cm de cabo e 8,5 cm de lâmina — estava numa embalagem de plástico transparente, dentro de uma bolsa de couro, que passou por dois pontos de controle, na área de credenciamento. No primeiro ponto, foi submetida ao equipamento de raios X e, no outro, foi aberta a pedido de um agente de segurança e rapidamente revistada. Ele não notou a presença da arma.
Dentro do centro de convenções, havia vários pontos de revista e era frenética a movimentação de agentes e oficiais do Departamento de Segurança das Nações Unidas. Estes vestem uniforme azul claro com emblemas da ONU. Um deles foi abordado pelo repórter que tentou falar com a coordenação da segurança, mas não obteve êxito. O agente anotou os contatos do jornalista, prometendo que seria procurado, o que não aconteceu até a noite de ontem.
No primeiro ponto da revista, antes de obter a credencial da Rio+20, o jornalista foi submetido a rigorosa revista e a detector de metais, de frente e de costas. A bolsa com a arma branca foi colocada na esteira do aparelho de raios X, assim como um iPad, um smartphone, chaves e caneta. Nada de anormal foi detectado. Já com a credencial, em outro ponto, o jornalista foi novamente revistado com o uso de detector de metais e atendeu ao pedido do agente para mostrar o que havia na bolsa. A arma passou novamente.






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