Todo mundo conhece a estória do infeliz que ao encontrar sua esposa no sofá em pleno ato de traição toma uma medida drástica: vende o móvel! Isto poderia ser apenas mais uma piada machista, mas está realmente acontecendo no DPF: quem anteviu e teve coragem de denunciar o que aconteceria mais cedo ou mais tarde neste FBI tupiniquim (a morte de dois bravos colegas em serviço no Amazonas, sem estrutura e segurança mínimas para desenvolver a atividade policial) está sendo chamado a um PAD…
Mas o APF JULIÃO, assim mesmo, no aumentativo da postura e não do nome (que não tem a menor importância), e não Julinho, no diminutivo moral que uma pequenez de espírito reserva a alguns filhotinhos da ditadura que insistem em serem mais realistas que o rei, com sua experiência na atividade policial escreveu, como Representante Sindical do Policial Federal do DF, sobre as péssimas condições em que se encontra o CAOP.
Se o DPF estivesse em consonância com a Constituição Federal de 1988, estaria, hoje, desculpando-se por não tê-lo ouvido e teria, talvez, evitado a subtração dos dois companheiros que agora integrarão a galeria de heróis da ANP. Mas o germe da ditadura ainda não se esvaiu deste departamento e, em sua pequenez moral, procura verdadeiros policiais para assumir as responsabilidades que lhe são inerentes.
Felizmente, os policiais federais não se calam facilmente e este sindicato é composto por policiais federais e agentes administrativos que não temem a injustiça, e nos sentimos cada vez mais dispostos a lutar pela justiça, esta justiça de que o povo brasileiro tanto precisa e que o policial federal auxilia tanto nas suas atribuições diárias. Que venham os PADs injustos e os assédios morais – faremos deles as vitaminas necessárias para o fortalecimento da categoria para a luta contra estes opressorezinhos!
Diretoria do Sindipol/DF
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