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jul 09

WILLIAM ANDREWS – “É PRECISO INVESTIR NOS POLICIAIS” – Revista Época

  • 9 de julho de 2008
  • Notícias

O que o Brasil tem a aprender com um dos homens por trás da redução de 78% nos homicídios em Nova York



Americano, tem 59 anos. É sócio e conferencista da empresa The Bratton Group, consultoria internacional especializada em segurança pública com sede em Nova York



O QUE FEZ


Foi o braço direito de William J. Bratton, chefe do Departamento de Polícia de Nova York, no período em que a cidade reduziu a criminalidade e tornou-se referência mundial.


No ANO PASSADO, HOUVE 494 HOMICÍDIOS EM NOVA YORK.


No Estado do Rio de Janeiro, foram 2.030 nos quatro primeiros meses de 2008. Nova York já teve o quádruplo de homicídios que hoje. Para deter a criminalidade, foi necessário reformar a polícia e reestruturar a segurança pública. Houve ênfase na gestão e nos resultados. Todo tipo de delito, inclusive dentro da força policial, passou a ser investigado e punido. Um dos cérebros por trás dessa reforma é William Andrews, o braço direito do então chefe do Departamento de Polícia de Nova York, Wiffiam Bratton. Nesta entrevista, ele afirma que as soluções para conter a violência “não são mágicas, nem únicas” e dá exemplos do que pode ser feito para melhorar a segurança nas cidades brasileiras.



ÉPOCA – O segredo para uma polícia eficiente está na gestão?

William Andrews – O principal motivo para o recuo da criminalidade em Nova York foi a mudança na forma de gerenciar a segurança. O Departamento de Polícia foi descentralizado. Não adianta concentrar todo o planejamento da segurança nas mãos de alguém distante da realidade local. Entendemos que quem conhece as características de cada região são os policiais que atuam nessas áreas. Eles convivem diariamente com os problemas, podem propor soluções efetivas e colocá-las em prática. Em qualquer cidade do mundo, a maior parte dos crimes é cometida por um número pequeno de indivíduos. Por isso, é tão importante prender essas pessoas. E quem conhece os padrões de cada região são os policiais que trabalham ali.



ÉPOCA – A polícia de Nova York passou a pensar e agir como uma empresa?

Andrews- Em parte, sim. William Bratton (chefe do Departamento de Polícia de Nova York de 1994 a 1996) começou a usar termos do mundo corporativo, como missão e reengenharia. Como o trabalho da polícia depende prioritariamente de informações, a primeira coisa que fizemos foi repensar a forma de lidar com os dados que tínhamos em mãos. Até meados dos anos 90, as informações e estatísticas coletadas não eram usadas de maneira eficaz. A criminalidade é dinâmica. Não adianta planejar o policiamento com base em informações de seis meses atrás. O retrato tem de ser atualizado com rapidez para que o combate dê resultado. É preciso investir nos policiais. Oferecer melhores salários e educação melhora o desempenho do policial e pode reduzir a corrupção. Em Nova York, pagamos curso universitário para muitos agentes. Os policiais que estão nas ruas têm de tomar decisões o tempo todo. Precisam estar preparados para fazer julgamentos corretos.


ÉPOCA – Estudiosos afirmam que é difícil controlar a policia em qualquer parte do mundo. Por quê?

Andrews – Porque quem está no topo pode criar as regras que quiser. Mas sempre vai ter de confiar e depender dos policiais que estão na linha de frente. Esses policiais, que estão nas ruas lidando com a população, são quem traz os resultados que os chefes querem. Por isso, a descentralização é importante. Apesar de usar uniforme e de obedecer à hierarquia, a polícia não é uma organização militar como o Exército. Seu papel é muito mais complexo. A polícia não está numa guerra. Lida com criminosos, mas também com pessoas inocentes o tempo todo.


ÉPOCA – Em que medida a “tolerância zero” contribuiu para a queda da criminalidade em Nova York?

Andrews – O que muita gente chama de tolerância zero nós chamamos de reforço da qualidade de vida. Criamos uma atmosfera em que as pessoas ficaram com receio de praticar ilegalidades, por menor que elas fossem, porque sabiam que a polícia cumpriria a lei. Quando a polícia começa a atacar pequenos problemas antes ignorados, muda as características e melhora a qualidade de vida de toda a comunidade. O efeito social disso é extremamente poderoso. Os honestos aparecem mais e os desonestos fogem. Em Nova York, empresários aceitaram pagar uma taxa extra para ajudar na segurança. Com isso, áreas urbanas foram revitalizadas.


ÉPOCA – Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo podem seguir esse exemplo?

Andrews – É um grande desafio adotar essa postura em locais onde as pessoas vivem em áreas degradadas e às margens da lei, como em favelas. Em Nova York, centramos esforços na revitalização de áreas urbanas. Mas também nos arrombamentos de casas e nos roubos. Determinamos os padrões desses dois crimes. Onde, como e quando ocorrem. No mundo inteiro, a maior parte das pessoas que cometem esses delitos reincidem. Se nos concentrarmos nisso, as taxas de criminalidade caem. Também é importante controlar o acesso a armas de fogo. Isso foi feito nos Estados Unidos. Em 1990, houve 2.245 homicídios na cidade de Nova York. No ano passado, foram registrados menos de 494. As soluções para a queda da criminalidade não são mágicas, nem únicas.


ÉPOCA – Como minar o poder de traficantes que dominam os morros do Rio?

Andrews – A polícia não poder entrar em áreas da cidade é um problema seriíssimo. É fundamental que o Estado invista em inteligência. Quem está fazendo o quê? Onde? Como? O que se vê no Rio de Janeiro não é o crime organizado como o da Máfia. Ele pode ser considerado um fragmento de crime organizado porque obedece a uma estrutura. Em menor escala que no Rio, tivemos problema com o tráfico de drogas em Nova York. A solução foi identificar as quadrilhas de traficantes. O mais importante: não fomos atrás apenas de peixes pequenos. Focamos nos chefões. O resultado disso é que, em apenas cinco anos, desmantelamos mais de mil gangues de narcotraficantes.


ÉPOCA – Como lidar com as milícias instaladas em favelas cariocas?

Andrews – É um problema difícil de atacar, porque parte da população apóia as milícias. Os pobres que vivem em áreas degradadas normalmente confiam menos no Estado, que lhes nega serviços públicos fundamentais, como educação e saúde. A cultura do crime só é quebrada quando a sociedade se torna uma aliada da polícia. Mas essa parceria não é construída em dias ou semanas. Pode levar anos. Não há nada mais eficaz para controlar uma comunidade que ela própria. Por isso, é fundamental que a polícia esteja próxima da população.

ÉPOCA – Como medir a eficiência policial?

Andrews – É difícil medir, porque se trata de um trabalho discricionário. Pode haver um policial que escolhe apenas prender. E não investigar. Não fazer mais nada. Claro que é importante prender. Mas também pode haver outro policial que prende menos, mas conversa com os envolvidos num determinado problema e evita confusões futuras mais graves. Apesar de o ganho social disso ser imenso, ninguém toma conhecimento. Por isso, medir apenas as taxas de aprisionamento pode não ser o critério mais justo. A verdadeira resposta sobre a eficiência policial vem da própria comunidade, que se sente mais segura quando as taxas de criminalidade caem.


ÉPOCA – Criminosos presos devem ajudar nas investigações da polícia?

Andrews – A colaboração de detentos é fundamental. Em Nova York, interrogamos minuciosamente todas as pessoas presas. Houve casos de pessoas que foram detidas porque estavam embriagadas e acabaram delatando assassinos e traficantes de armas e drogas. Muitas dicas para os investigadores vêm daí. Sem conhecer o submundo, é impossível fazer um bom trabalho policial. Interrogatórios cuidadosos revelam informações preciosas sobre o mundo do crime. Depoimentos de testemunhas e vítimas também têm de ser muito bem conduzidos e detalhados. Como o crime foi cometido? Que arma foi usada? O bandido estava de carro? De moto? Quando as circunstâncias do crime estão bastante claras, fica mais fácil identificar o autor.

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