O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que estuda a fixação de um mandato de dois anos, prorrogáveis por mais dois, para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Segundo o ministro, a medida protegeria a PF de eventuais pressões políticas.
A Associação Nacional dos Delegados da PF (ADPF) apóia a proposta e defende que a demissão seja permitida apenas com o aval do presidente da República. Tarso ressalta que, apesar de negociar com a categoria, nem todas as reivindicações serão aceitas. “Não será a proposta nem da direção-geral, nem dos agentes, nem dos delegados. Vai ser uma proposta do Ministério da Justiça”, disse.
O ministro afirmou, por exemplo, que não proporá a criação de carreira única na PF, como desejava a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Atualmente, há concurso para o cargo de delegado, mas os policiais queriam que houvesse promoção interna para tal.
Tarso negou ainda que tencione abandonar o cargo de ministro. “É uma questão que não me preocupa. Isso aí, na verdade, deve ser algum tipo de reação que vem dos porões dos investigados”, afirmou. “Não falo das direções formais dos partidos. Mas pelo fato de que hoje existe a maior investida contra a corrupção da história da PF, e isso gera nas regiões dissensos e fofocas.”







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