Na esteira do anúncio da demissão do ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda, o governo exonerou outros integrantes da cúpula da instituição. Além de Lacerda, que será adido policial da embaixada brasileira em Portugal, uma edição extraordinária do Diário Oficial da segunda-feira publicou a exoneração de José Milton Campana, então diretor-geral adjunto da Abin.
O Diário Oficial revelou, também, que deixaram a agência Renato Halfen da Porciúncula, até então assessor especial de Lacerda, e Paulo Maurício Fortunado Pinto, que comandava a diretoria do Departamento de Contra-Inteligência da Abin. Wilson Roberto Trezza, que ocupa interinamente a diretoria-geral do órgão, também fez algumas alterações no quadro de funcionários da agência, que não foram detalhadas por motivos de segurança nacional.
Lacerda estava afastado da Abin desde setembro, quando toda a cúpula do órgão foi afastada depois da denúncia de que vários agentes participaram sem autorização da Operação Satiagraha, da Policia Federal. Antes da Abin, Lacerda fora diretor-geral da PF. A situação de Lacerda ficou mais frágil após denúncia de que a Abin teria grampeado o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ministros e políticos do governo e da oposição.






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