O discurso da Federalização das investigações da execução do advogado e vice-presidente do PT, Manoel Mattos, 40 anos, ganha mais um defensor. Ontem, após se reunir com representantes de entidades de direitos humanos, Ministério Público e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, concordou em engrossar o coro para que a Polícia Federal (PF) assuma o caso.
Ainda esta semana, o chefe do Executivo da Paraíba, onde o crime aconteceu, deve encaminhar a solicitação para o Ministério da Justiça.
Na semana passada, o governador Eduardo Campos já havia se reunido com o ministro Tarso Genro para solicitar a Federalização. Na ocasião, o ministro afirmou que seria necessário que o governo da Paraíba demonstrasse o mesmo interesse.
Cássio Cunha Lima afirmou que ainda ontem ligaria para o Ministério da Justiça. Com a adesão da Paraíba no discurso da Federalização, é possível que, nos próximos dias, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) dê autorização especial para que a PF assuma o caso.
A união dos governos de Pernambuco e Paraíba no pedido para que a Polícia Federal fique à frente das investigações reforça a hipótese ventilada, por enquanto, apenas nos bastidores, de que haveria autoridades envolvidas no crime organizado na divisa dos dois Estados.
Além de Cássio Cunha Lima, participaram do encontro o secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Eitel Santiago, a procuradora-geral de Justiça, Janete Ismael, e representantes da OAB-PB.
Do lado de Pernambuco, estiveram o procurador-geral de Justiça em exercício, Itabira Brito Filho, o coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH-PE), Marcelo Santa Cruz, além de deputados e representantes da Secretaria de Defesa Social (SDS). “O que se espera é que seja realizada uma investigação mais a fundo do caso”, afirmou Itabira Filho.






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