BRASÍLIA – Uma investigação feita pela Polícia Federal nas empresas da família Sarney mostra que um suposto esquema – que envolveria integrantes do clã em lavagem de dinheiro, fraude em licitação e desvio de recursos públicos – pode ter atuado no Maranhão durante a gestão de Roseana Sarney (PMDB-MA) como governadora do Estado, entre 1999 e
De acordo com documento sigiloso da PF, uma das empresas investigadas – a Proplan – participou da execução do projeto de recuperação da Lagoa de Jansen, obra orçada em R$ 118 milhões. O caso, mesmo antigo, mereceu a atenção da PF na investigação aberta em 2007. Os policiais pediram à Justiça autorização para buscar documentos do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, no que seria a empresa de contabilidade da Proplan.
Além disso, em ofício sigiloso encaminhado à 1ª Vara Criminal Federal do Maranhão, a PF informa terem sido “frequentes os contatos promíscuos” entre os integrantes do esquema e o diretor de engenharia da estatal Valec, Ulisses Assad. Assad foi diretor da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) no governo Roseana e indicado para a diretoria da Valec por Sarney. Ele não foi encontrado para comentar a suspeita. Roseana disse, por meio de sua assessoria, que não poderia se manifestar sem antes ter acesso aos documentos da PF.
Nessa mesma investigação, a PF grampeou um telefonema entre Sarney e seu filho Fernando. A conversa – que motivou reportagem de ontem do jornal Folha de S. Paulo, indica que Sarney e o filho teriam usado o grupo de comunicação da família – que inclui a TV Mirante e o jornal O Estado do Maranhão – na divulgação de denúncias contra o atual governador do Maranhão, Jackson Lago, na última eleição.






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