Ato está marcado para 25 de agosto, em frente ao Ministério da Justiça
Gisele Diniz
Descontentes com as novidades na carreira, os Policiais Federais se reuniram ontem, em assembléia extraordinária, para discutir as decisões do governo federal em relação à criação da Lei Orgânica. O problema é que o Ministério da Justiça enviou ao presidente Luis Inácio Lula da Silva uma proposta que, segundo o sindicato da categoria (Sindipol/DF), dá poderes excessivos aos delegados e esquece o restante das funções. Após várias reivindicações escritas, os PFs decidiram agora fazer um ato nacional para chamar a tenção das autoridades.
A votação aconteceu de forma tímida. Dos dois mil policiais federais sindicalizados do DF, por volta de 100 compareceram à discussão. A explicação do sindicato é que a maioria está em viagens profissionais. Ainda assim, quem esteve por lá decidiu que a manifestação será no próximo dia 25, simultaneamente em os estados em que os policias possuem sindicatos. Em Brasília, eles irão se reunir em frente ao Ministério da Justiça. O objetivo é chamar o máximo possível à atenção de Tarso Genro. “Queremos uma lei com critérios técnicos sérios. A PF não tem uma Lei Orgânica com hierarquia e atribuições bem definidas”, reclamou o presidente do Sindipol/DF, Luís Cláudio Avelar.
A reunião também serviu para tratar de assuntos passados. Um deles foi a respeito da promessa de cortes de pontos de quem participou da paralisação feita em dezembro. “Nós garantimos que isso não acontecerá. Aquele que se sentir lesado pode procurar o sindicato com o contracheque em mãos que nós vamos ressarcir na justiça”, provocou Avelar. Também foi mencionada a questão do ponto eletrônico. É que agora os PFs querem ter um banco de horas ou pagamentos por horas extras. “Se eles descontam a falta têm de pagar o que a gente trabalha a mais”, comentou Luís Claúdio.
Outro ponto reivindicado foi a criação de uma terceira categoria. O problema é que os convocados em concursos para a categoria especial já assumem o cargo rebaixados. “Imagina se você estuda, faz uma prova e é contratado para um cargo número cinco e quando começa a trabalhar assume o cargo sete”, exemplificou o presidente do Sindipol/DF.
Apesar de reclamações sobre salário não estarem em pauta, os PFs aproveitaram a ocasião para pedir a equiparação das remunerações das carreiras típicas do Estado. “Não acho errado um juiz ganhar R$ 25 mil reais, desde que eu ganhe R$ 26 mil. Eles só trabalham porque eu também trabalho prendendo os caras”, afirmou o presidente do sindicato. Para ele, não é justo que um policial federal em inicio de carreira ganhe cerca de R$ 8 mil, se nas outras esferas um iniciante ganha o dobro.






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