Temos assistido nos últimos tempos uma série de novas e polêmicas medidas impostas pela Administração. Não houve embasamento técnico, pesquisa, consulta aos servidores e muito menos resposta à insatisfação já demonstrada.
Talvez a falta de experiência dos chefetes, aliada a vontade de promover mudanças fantásticas, estejam motivando esses que começaram no DPF praticamente garotos e em breve espaço de tempo começaram a assumir postos de comando, não tenham tido estrutura para agüentar o peso da responsabilidade.
Ninguém sabe de onde saiu a ordem de que a partir de agora os policiais federais deverão registrar suas horas de trabalho através do sistema de ponto eletrônico. Só consigo entender esse desperdício de produção pela falta de qualificação administrativa e técnica de quem acha que está descobrindo a pólvora.
No afã de reprimir e intimidar, esse gênio se esqueceu que o trabalho policial é diferente do bancário e que o criminoso não atua em horário comercial. Talvez por não possuir experiência na área investigativa e até por nunca haver investigado é que pense que vai funcionar.
O simples fato de que esses guris, quando ingressaram na polícia federal, tenham se locupletado da experiência dos antigões que carregavam as operações nos ombros, enquanto os dotozinhos davam as entrevistas cheios de moral e cacoetes universitários, não os qualifica para querer mudar o mundo apenas com seus achismos particulares, sem contar com as dicas de quem sabe como funciona a polícia.
É muito fácil criticar o sistema, mas muito difícil construir. Mudanças sempre serão bem vindas, mas com base técnica e não apenas teórica. Será que pensam que no DPF a dinâmica deve ser igual a da iniciativa privada? Se pensarem será o fim do empenho e do resultado eficiente.
Paralelamente a essa pérola, vemos ainda remoções sem critério e a implantação de um sistema de rodízio para os servidores do PEC. Outro absurdo sem nenhuma lógica administrativa, pois qualquer aluno do primeiro semestre da faculdade de administração saberia que não é assim que se descobre o valor e o perfil do servidor, mas sim com cursos, capacitação e com avaliações periódicas de desempenho, baseadas em critérios objetivos.
A única resposta para essa bagunça será o aumento ainda maior da rivalidade e desmotivação do funcionário, tanto policial como administrativo. O pior é que rodízio de funcionários não pooode. E os chefetes não sabem, que dizer que o intuito é de formar ou de descobrir o perfil, apenas se adaptaria para os novos servidores, se fosse um estágio ou coisa parecida, o que não é o caso, pois sem critério estão colocando nessa lista secreta, servidores com até trinta anos de casa. De quem é a culpa disso? Já sei! A culpa é da mãe de quem pariu esses cabeções.Já que ninguém sabe que são os autores da peça, haja carapuça.
Rodízio é para o churrasco dos pampas, de onde por acaso vieram o Ministro da Justiça, candidato ao governo gaúcho e por coincidência do Diretor Geral do DPF. Grande decepção para a categoria – ouvi outro dia de uma conterrânea, também decepcionada que o senhor Luiz Fernando, participou do movimento estudantil,em Porto Alegre, além de também ter feito parte das iniciais colunas do movimento sindical policial. Quem diria…..
Enquanto esperamos nosso parecer técnico jurídico, como remédio para os absurdos, estamos fazendo nosso banco de horas, tal qual a iniciativa privada. A partir daí, os escritórios, as missões que varam as noites, as campanas e todas as missões policiais fora do horário dos chefes vai nos alimentar por vários anos. Desejo boa sorte para os cabeções.
Porém algo me consola. Os ensinamentos bíblicos nos mostraram que Jesus entenderia essa balburdia, pois pediu ao pai que perdoasse seus agressores com a célebre frase dita em referência aos ignorantes: PERDOAI-OS SENHOR, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM.






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