Ex-governador envolvido em escândalo passa período de reclusão após prisão
Recluso desde que saiu da prisão, no dia 12 de abril, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) voltou a Brasília nesta semana após 11 dias longe da capital. Arruda deixou a casa onde mora com a mulher Flávia Arruda e a filha mais nova no último dia 17 e retornou na quarta-feira (28).
Amigos do ex-governador são relutantes em revelar o destino da rápida viagem e dizem apenas que ele passou os dias em uma fazenda perto da capital federal. O local, de acordo com o que o R7 apurou, pertence ao deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), um dos visitantes mais freqüentes de Arruda no período em que o ex-governador esteve encarcerado no prédio da Superintendência da Polícia Federal.
A ideia inicial do ex-governador era ir para um lugar longe de Brasília para poder andar pelas ruas sem ser reconhecido e incomodado por causa do escândalo de corrupção no governo que ele administrava.
Chegou a pensar em algum destino no litoral brasileiro, mas o plano naufragou por causa da necessidade de pegar um avião comercial. Ele não gostaria de ser reconhecido durante o voo e correr o risco de ser incomodado por outros passageiros.
Ainda em um período de “retiro” da vida pública, o ex-governador estuda a possibilidade de ir até Itajubá (MG) no próximos dias. A cidade é onde sua mãe mora e Arruda iria até lá para passar o Dia das Mães (no dia 9 de maio) ao lado dela. A cidade fica a cerca de 1.050 km de Brasília. São aproximadamente 12 horas de carro entre a capital e a cidade mineira.
Em casa, o ex-governador deve continuar recluso, sem receber visitas e sem falar de política. O assunto é vetado. Agora, segundo amigos próximos ao casal, o foco é reconstruir a vida e esperar o escândalo esfriar e ser esquecido para retomarem a uma rotina.
Arruda saiu da prisão no dia 12 de abril, após 60 dias detido na Superintendência da Polícia Federal no DF. No mesmo dia em que chegou em casa, recebeu a visita de vários apoiadores que afirmaram estar na casa do ex-governador para concluir uma corrente de oração que se iniciou no dia da prisão.
O ex-governador do DF foi preso no dia 11 de fevereiro, na véspera do Carnaval, por tentativa de suborno a uma das testemunhas do suposto esquema de pagamento de propina no governo do DF. O pivô da prisão de Arruda foi o jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra, amigo do delator do suposto esquema de corrupção, o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.
Foi Barbosa que denunciou o suposto mensalão do DEM, que usaria dinheiro de contratos feitos sem licitação para distribuir “mesadas” a políticos da base aliada. O inquérito 650 do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que investiga o suposto esquema, aponta Arruda como o chefe do suposto esquema.






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