
CATIA SEABRA – FOLHA DE SÃO PAULO – DE BRASÍLIA
O secretário de Relações Internacionais da CUT (Central Única dos Trabalhadores), João Felício, admite que é tensa a relação do governo Dilma Rousseff com os sindicalistas, que compõem a base social do PT. Segundo Felício, a dificuldade de negociação entre Governo e servidores públicos coincide com a falta de apoio da base governista a propostas de interesse do setor no Congresso Nacional.
“Tem uma agenda do trabalhador no Congresso que não anda. Então, nós pressionamos o PT para que sensibilize o governo”, relata o petista, que participa das manifestações em favor do reajuste dos servidores em Brasília.
“Uma coisa é integrar a base de um governo, que é ampla. Outra é lutar pelos interesses do trabalhador. Acima de tudo, sou sindicalista”.
Segundo Felício, o governo Dilma errou ao postergar o diálogo com o funcionalismo. A queda-de-braço do mundo sindical é um dos nós da relação de Dilma com o PT.
Petistas reclamam de a presidente recorrer ao partido quando precisa de seu apoio na negociação com setores da base histórica do partido, como a CUT e o MST, mas não atender, em contrapartida, aos apelos do PT.
Os correligionários de Dilma ainda lamentam que a presidente não tenha emprestado ao PT um naco de sua popularidade junto à classe média e pedem que ela participe mais efetivamente das campanhas nos municípios já no primeiro turno.
Para melhorar esse quadro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido que Dilma visite pelo menos quatro cidades.






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