Policiais Federais estão cansados da pirotecnia do governo
“Se o critério de ocupação do cargo de Diretor Geral da PF é indicação, então que seja por meio de uma lista tríplice em que os nomes seriam indicados pela categoria ao Ministro da Justiça. Este levaria os nomes para uma sabatina no Senado Federal e por fim nomeado pelo Presidente da República, pois quem tem que indicar cargo na Polícia Federal é a categoria Policial Federal e não político”, ressalta Luís Cláudio Avelar, Presidente do Sindicato dos Policiais federais do DF (Sindipol-DF).
Os Policiais Federais há muito estão insatisfeitos e não compreendem como a instituição de maior credibilidade no país pode ser tão massacrada com jogos de poder que em nada beneficiam a sociedade. Avelar ressalta que “a imagem da PF está arranhada e que o erro começa numa nomeação em que faz a PF atuar politicamente, envolta em pirotecnia, criando heróis na Polícia e vulgarizando o trabalho do policial”.
Grupos articulados politicamente, nomes escolhidos pelo executivo e pelo legislativo, impasse político e prêmio de consolação é o que se ouve quando o assunto é ABIN e seu ex-diretor geral, o ex-papiloscopista, ex-delegado federal concursado e ex-diretor geral da PF nomeado, Paulo Lacerda. No entanto, essas questões não seriam relevantes se os critérios para ocupação do cargo de diretor geral fossem outros que não políticos.
A indicação de Paulo Lacerda para um cargo de adido policial na Embaixada de Portugal também é um exemplo e tanto de falta de critérios. Mais uma vez houve uma indicação e Lacerda sequer pediu para concorrer ao cargo. “O que estamos assistindo são os efeitos de uma falta de estrutura funcional que estimula favorecimentos. E com essa conduta de indicações de nomes surgidos em articulações políticas, a tendência nítida é que a PF acabe se tornando uma polícia de repressão em que o Governo manda”, enfatiza Avelar.
“É preciso evitar a indicação política. Quem deve estar no comando, além de ser competente, conhecedor, comprometido com a dignidade e a honestidade que o cargo solicita tem que ser escolhido por policiais federais e sem vínculos políticos. Somos polícia de estado para atender a sociedade e as instituições brasileiras”, conclui Luís Cláudio Avelar.
Conheça os critérios para a ecolha de adido policial






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