Com Produto Interno Bruto de US$ 2.52 trilhões, o paísultrapassa o Reino Unido e se consolida como a sexta maior economia do mundo,segundo projeção do Centro de Pesquisas para Economia e Negócios, sediado emLondres. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou a posição, mas admitiuque levará pelo menos 20 anos para a nação atingir o padrão de vida europeu. Arenda per capita do brasileiro ainda corresponde a menos de um terço dosrendimentos dos britânicos. Além disso, no ranking do Índice de DesenvolvimentoHumano (IDH). o Brasil está em 84º lugar entre 187 países.
Produção ultrapassa a da Grã-Bretanha, mas governo reconheceque o país ainda precisa de 20 anos para alcançar o mesmo padrão de vida.
O Brasil ultrapassou o Reino Unido e já é a sexta maioreconomia do mundo. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — soma de todos osbens e serviços produzidos — projetado pelo Centro de Pesquisas para Economia eNegócios (CEBR), sediado em Londres, chegará a US$ 2,52 trilhões este ano. À frentedo Brasil estão França, Alemanha, Japão, China e Estados Unidos, o primeirocolocado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o país ainda levaráde 10 a 20 anos para atingir o padrão de vida europeu, mas garantiu que passarálogo a França e a Alemanha, que estão com suas economias “em marchalenta”. O PIB francês calculado pelo grupo inglês é de US$ 2,8 trilhões em2011. No ano passado, a economia brasileira já havia passado à frente daItália, que permanece na oitava posição.
“O Brasil tem superado os países europeus no futebol hámuito tempo. Mas batê-los na economia é um novo fenômeno”, afirmou o chefeexecutivo do CEBR, Douglas McWilliams, responsável pelo relatório “Quadroda Liga Econômica Mundial”, divulgado ontem em todo o mundo. “Nossoestudo mostra como o cenário econômico global está mudando, com os paísesasiáticos e as economias produtoras de matérias-primas subindo na Liga,enquanto a Europa perde espaço”, completou.
O levantamento do CEBR teve destaque no jornal The Guardian ea notícia foi a mais vista da página do diário britânico na internet ontem pelamanhã. Mas, apesar de toda a repercussão internacional, as diferenças entreBrasil e Reino Unido ainda são gritantes: basta lembrar a desigualdade social eas más condições de vida da população brasileira e a boa infraestrutura detransporte público e o nível de organização de Londres para sediar asOlimpíadas de 2012.
A renda per capita do brasileiro (resultado do PIB divididopela população) de US$ 10,7 mil, em 2010, ainda está muito longe da dos súditosda rainha Elizabeth II. Corresponde a 29%, menos de um terço da renda percapita do britânico, de US$ 36,2 mil, conforme dados de um estudo recente dobanco Goldman Sachs. Mesmo figurando entre as maiores economias do planeta, oBrasil ainda está na lista da vergonha no Índice de Desenvolvimento Humano(IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU). No ranking com 187 paísesliderado pela Noruega, o país figura na 84ª colocação, atrás de vizinhoslatino-americanos, como Chile, Argentina, México, Bahamas, Panamá e Venezuela.
Na avaliação do economista sênior para América Latina daEconomist Intelligence Unit (EIU), Robert Wood, até 2030, a renda per capita doBrasil vai continuar sendo um terço da dos Estados Unidos. “Em outras palavraso Brasil vai levar pelo menos 25 anos para entrar na lista das nações derendimento elevado”, disse.
Comemoração
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o estudo doCEBR, antes de embarcar para São Paulo, mas reconheceu que “ainda há muitoa ser feito para que o país atinja os mesmos níveis do Reino Unido,principalmente nas áreas social e econômica”. Na avaliação do ministro, opaís ainda precisa se consolidar como a sexta maior economia do planeta. Paraele, as nações que mais crescerão nos próximos anos são as emergentes comoChina, Índia e Rússia, além do Brasil.
“Dessa maneira, essa posição será consolidada e atendência é de que o país se mantenha entre as maiores economias do mundo nospróximos anos. Estamos caminhando a passos largos para que o Brasil, num futuropróximo, seja um país melhor”, declarou. O ministro reafirmou que o PIBbrasileiro vai crescer em torno de 3% este ano e que tem capacidade de avançaracima de 4% nos próximos anos. O país ainda tem pouco menos da metade dasriquezas do segundo do ranking, a China (US$ 6,99 trilhões), e apenas 16% dototal da economia norte-americana (US$ 15,15 trilhões).
Europeus ficam para trás
O estudo do CEBR também faz projeções para os próximos anos.Em 2020, de acordo com o trabalho, o Brasil continuará em sexto lugar entre asmaiores economias, com um PIB de US$ 4,26 trilhões, atrás de Estados Unidos(US$ 21,83 trilhões), China (US$ 17,88 trilhões), Japão (US$ 7,63 trilhões),Rússia (US$ 4,58 trilhões) e Índia (US$ 4,50 trilhões). Na sequência, estarão:Alemanha, França, Reino Unido e Itália.
Fonte: Correio Braziliense






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