O governador Beto Richa cansou! A exemplo de outros governadores, o mandatário paranaense escolheu um delegado federal como peça neutra para gerenciar os destinos da segurança pública no estado. No entanto, com o passar do tempo, as estatísticas mostram que não basta ser neutro: há que ser competente e mostrar competência!
Os números sufocam! Preocupam! A criminalidade cresce, a violência aumenta, os índices incomodam e mostram uma outra realidade. Oferecem ao governante uma visão real daquilo que acontece na segurança. Com o passar do tempo, não há como esconder que a inexperiência torna-se um problema e fica explícita e aparente a certeza de que nada valem as teorias e estudos filosóficos de quem nunca conviveu diretamente com o combate ao crime.
É este o caso dos delegados federais chamados para gerenciar a segurança pública nos estados. É da profundidade de um pires, o conhecimento que a maioria dessa gente tem sobre segurança pública. Alguns, coincidentemente, são ligados às entidades classistas, denotando claramente tratar-se de uma indicação política, como se gerenciar a Segurança Pública fosse brinquedo, fruto do compadrio político.
Sabe-se que no Distrito Federal os crescentes índices registrados na criminalidade tem tirado o sono do governador. A imprensa cobra, a sociedade exige mudanças e não há mais como esconder a insatisfação quanto ao trabalho desenvolvido pelos dirigentes da pasta, delegados neófitos, aprendizes de segurança pública.
Veja a matéria publiocada no jornal Folha de Londrina.
Beto Richa anuncia troca do secretário da Segurança Pública
Cid Vasques substitui Reinaldo de Almeida César no cargo, anunciou o governador em uma mensagem publicada na rede social.
Diego Ribeiro, Karlos Kolbach e Aline Peres – Jornal de Londrina
Reinaldo de Almeida César não é mais o titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública. A saída dele foi confirmada pelo governo do estado no final da manhã desta quinta-feira (13).

Albari Rosa/Arquivo Gazeta do Povo / Reinaldo de Almeida César (à dir.) não é mais o secretário de Segurança do Paraná, confirmou o governador.
Em mensagem postada na rede social Twitter, o governador Beto Richa informou que o novo titular da segurança é Cid Vasques, que comandava a Secretaria de Corregedoria e Ouvidoria Geral.
Segundo Richa, haverá uma troca de cargos, pois Almeida César vai assumir o posto de Vasques à frente da corregedoria.
Em nota publicada no site da Agência Estadual de Notícias, o governador informou que a mudança pretende “acelerar as ações para reduzir os índices de criminalidade e melhorar a segurança pública em todo o Paraná”.
Richa disse ainda que Vasques vai atender a um “segundo momento” da secretaria, após uma reestruturação das polícias Civil e Militar, além dos serviços de inteligência. “Agora, num novo momento, tão importante quanto o primeiro, é colocar em prática todas as ações planejadas”, afirmou na nota. Ele afirmou que já existem recursos alocados para investimentos “vigorosos” no setor.
O governador informou também que a diretoria-geral da pasta será comandada por Ramatis Favero, promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná.
Apesar de não deixar explícito o motivo da troca no comando da pasta, a Secretaria Especial de Corregedoria e Ouvidoria Geral é considerada, nos bastidores do governo, como um “escanteio” para o ex-secretário da Segurança.
O cargo “castigo” é responsável por funções importantes, se funcionar na prática. O corregedor-geral deve ser um fiscalizador integral do que ocorre no governo, apurando, investigando qualquer irregularidade denunciada.
Repercussão
O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), delegado Kyoshi Hattnada, disse que ficou surpreso com a notícia da troca de comando na secretaria. No entanto, afirmou que se tratam de “atos de governo” e que não devem ser discutidos.
Hattnada esteve à frente do planejamento da Secretaria de Segurança Pública por dez meses, junto com Almeida César, e acompanhou de perto a elaboração dos planos do Paraná Seguro, que previa, entre outras medidas, a contratação de 12 mil novos policiais e a implantação de novos batalhões da Polícia Militar no estado. “A secretaria conseguiu grandes conquistas ao longo dos dois últimos anos e torço pela continuidade dos projetos”.
Por meio de seu presidente, o coronel da reserva Elizeu Furquim, a Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos Inativos e Pensionistas (Amai), um dos principais órgãos representativos da corporação no estado, disse esperar que a mudança sirva para melhorar o canal de comunicação entre a base e a secretaria.
Furquim afirmou que Almeida César não tinha relações com a entidade de classe. “Espero que a gente possa abrir um canal de comunicação com o novo secretário”, afirmou. De acordo com ele, os policiais militares esperam mais sensibilidade do governo com as demandas da classe a partir de agora.
Procurado, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius Michelotto, informou que não iria comentar a mudança no momento.
Dois anos no cargo
O agora ex-secretário da Segurança, que tem 45 anos, assumiu a pasta em 2011, no início de mandato do governador Beto Richa. Nos quase dois anos que comandou a área, foi responsável pela implantação de sete Unidade Paraná Seguro (UPS) em Curitiba, novas contratações de policiais, reestruturação de unidades do IML no interior do estado; e incentivo de mais conselhos comunitários de segurança.
No seu mandato, tinha como meta a consolidação de dez projetos: aumento no efetivo, a criação de novas unidades policiais; uso de módulos móveis, a criação da Cidade da Polícia; modernização do sistema 190 e disque denúncia; ampliação no monitoramento com câmeras de segurança e bases do Grupamento Aéreo (Graer).
Perfil do sucessor: Cid Vasques
Graduado em 1982 pela Faculdade Católica de Direito de Santos. Foi Delegado de Polícia Civil do Estado do Paraná de 1984 a 1986, quando ingressou no Ministério Público Estadual como promotor de Justiça, sendo promovido em abril de 2010 ao cargo de procurador de Justiça. Atuou como assessor de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça (área processual e de planejamento) e da Corregedoria-Geral do Ministério Público. Foi presidente da Associação Paranaense do Ministério Público no biênio 2002/2003. Era secretário de Corregedoria e Ouvidoria Geral.






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