Cibelle Colmanetti
Os advogados de Eurides Brito conseguiram na Justiça uma vitória para a deputada afastada. Apesar de a Lei Orgânica do DF determinar que, em caso de perda de mandato de parlamentar, as votações sejam abertas, os defensores da distrital ajuizaram mandado de segurança com a alegação de que a carta magna da capital contraria a Constituição. Na tarde desta segunda-feira (21/6), o desembargador Natanael Caetano concedeu liminar, determinando que a votação em plenário da cassação do mandato da parlamentar – marcada para esta terça-feira (22/6) – seja feita conforme determina o Artigo 55 do texto constitucional, ou seja, de forma secreta.
Os advogados de Eurides também alegaram que a distrital teve ofendido seu direito de ampla defesa, mas o argumento não foi aceito pelo desembargador. Para que a votação seja realizada, é preciso quorum mínimo de 13 deputados.
Eurides Brito está entre os oito distritais e dois suplentes investigados na Operação Caixa de Pandora por ser beneficiária de suposto esquema de pagamento de propinas do GDF para a base aliada na Câmara. O escândalo veio à tona em 27 de novembro, com as ações da Polícia Federal. O inquérito tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ainda em novembro, foi divulgado vídeo da parlamentar recebendo dinheiro de origem suspeita de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e delator da rede de corrupção. Além dela, Leonardo Prudente e Júnior Brunelli foram flagrados em vídeo recebendo dinheiro de Durval. Em novembro de 2009, os dois exerciam mandato de distrital, mas ambos renunciaram por temer uma eventual cassação.
A crise de Pandora acabou derrubando também toda a cúpula do GDF, incluindo o governador José Roberto Arruda e o vice Paulo Octávio.






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