A recente expansão do patrimônio imobiliário do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), estende-se a agregados da família. São imóveis comprados – com valores declarados bem abaixo dos preços de mercado – desde a vitória de Arruda nas eleições de 2006.
De acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, só em 2009 a atual sogra do governador, a professora aposentada Wilma Peres, comprou dois apartamentos em Águas Claras, o mais novo paraíso dos investimentos no mercado imobiliário de Brasília.
Dois filhos do governador – um deles estudante – compraram outros dois apartamentos na região recentemente. E a primeira-dama, Flávia Arruda, registrou em março a propriedade de um imóvel no mesmo prédio em que a mãe fez negócio. Juntos, os cinco imóveis valem, pelo menos, R$ 1,3 milhão.
Além desses apartamentos, o patrimônio em nome de Arruda teve um crescimento de mais de 1.000% em relação aos valores informados por ele nas declarações de renda entregues à Justiça Eleitoral nas duas últimas eleições.
Valores declarados estão abaixo dos de mercado
Arruda é apontado pela Polícia Federal como o líder do suposto esquema de propina conhecido como mensalão do DEM. O ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, seria o responsável pela arrecadação de dinheiro entre empresas que mantinham contratos com o governo e pela distribuição dos pagamentos a integrantes do esquema.
Os apartamentos registrados em nome da sogra foram comprados em abril e agosto de 2009. A quitinete, que no papel teria sido adquirida por R$ 49 mil, vale R$ 140 mil. O apartamento também está subvalorizado. Ao cartório, Wilma informou ter fechado o negócio por R$ 170 mil. Apartamentos semelhantes, no mesmo prédio, são vendidos a R$ 350 mil.
No mesmo edifício, a primeira-dama adquiriu uma quitinete em março. Declarou ter pago R$ 50 mil, menos da metade do valor de mercado






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