A Comissão de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal deve notificar, a partir desta sexta-feira, os três deputados distritais cujos pedidos de cassação foram aceitos na quinta.
Os processos por falta de decoro serão abertos contra Leonardo Prudente (sem partido), Eurides Brito (PMDB), e Júnior Brunelli (PSC). Os três são suspeitos de envolvimento no escândalo de corrupção revelado pela Operação Caixa de Pandora, desencadeada pela Polícia federal, conhecido como mensalão do DEM.
A Comissão de Ética não aceitou a abertura de processo contra o atual presidente da Casa, Cabo Patrício (PT), e os deputados Rogério Ulysses (sem partido), Benedito Domingos (PP), Roney Nemer (PMDB), Benício Tavares (PMDB) e Aylton Gomes (PR).
Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”.
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.






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