Os três delegados detidos no início desta semana em Itapetininga, a 158 km de São Paulo, durante a operação Usurpação da Polícia Federal , vão ser indiciados por pelo menos três crimes. É o que garante o promotor do Gaeco de Sorocaba, Wellington Velloso. Além disso, o Ministério Público confirmou irregularidades na empresa de segurança investigada no caso. A Itapê Security não tem autorização da Polícia Federal para trabalhar na região. Os delegados são acusados de participar de esquema para forçar empresas de eventos a contratar os serviços da Itapê,
O certificado emitido pela PF em 2004, é válido apenas para atuar na capital, São Paulo. Para que a Itapê Security funcionasse em qualquer outra cidade, existem dois pré-requisitos: ter sede fixa em cada município e também possuir um grupo fixo de funcionários cadastrados na Polícia Federal. O que não acontece com a empresa. Quatro endereços diferentes, cadastrados em bancos de dados do governo, não existem ou não estão relacionados com a Itapê Security.
Um dos promotores que apresentou a denúncia afirma que pelas interceptações telefônicas, autorizadas pela justiça, é possível afirmar que os três delegados presos tinham envolvimento direto com a Itapê Security. Ivan Scott, Alexandre Vianna e José Antonio Vieira Ramos, em conversas por telefone, teriam confirmado até valores que recebiam pela empresa de segurança. O conteúdo das conversas permanece sob sigilo de justiça.
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades do estado. Catorze pessoas foram presas. Oito em Itapetininga, duas em São Paulo. As outras quatro prisões foram em Osasco, Cerquilho, Alambari e Tatuí. São dez crimes investigados: formação de quadrilha, concussão, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção ativa, crimes contra a ordem tributária, peculato, prevaricação, porte ilegal de arma de fogo e fraudes em licitação. O promotor informou que a justiça prorrogou por mais 5 dias a prisão temporária dos delegados.






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