Fonte: Correio Braziliense
No meio da tumultada negociação com os servidores públicos, a presidente Dilma Rousseff está particularmente irritada com o grupo que ela classifica de “sangues azuis”. São os funcionários que integram as chamadas carreiras de Estado, todos com salários superiores a R$ 10 mil po mês.
Na avaliação da presidente, é inadmissível que os servidores mais bem pagos do governo sejam os mais radicais nas negociações mantidas com o Ministério do Planejamento. Eles já avisaram que não aceitam o reajuste de 15,8%, em três anos, proposto pelo governo, porque consideram o índice irrisório.
Uma conta simples feita pelo Palácio do Planalto é usada para confrontar os argumentos dos sangues azuis: com os 5% de aumento em 2013, os funcionários que ganham menos, os R$ 10 mil, vão incorporar R$ 500 nos rendimentos. É quase um salário mínimo (R$ 622) pago a mais de 20 milhões de brasileiros.
“Esses sangues azuis têm que entender que os tempos de reajustes expressivos acabaram. Vivemos em outra realidade. Não dá para comprometer o Orçamento da União com ganhos absurdos para uma pequena classe privilegiada e deixar a maioria à margem”, diz um assessor de Dilma. Ele completa: “Quanto maior for o reajuste para os servidores, menor fica a margem do governo para defender um salário mínimo maior e beneficiar, sobretudo, aposentados e pensionistas que fazem milagres, todos os meses, com esse piso salarial”.






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