Fonte: Agência FENAPEF com SINPEF/MG
Um breve telefonema de um representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão comunicou nesta segunda-feira, 16, o cancelamento da reunião entre o governo e a Fenapef que aconteceria na quarta-feira, 18. Motivo revelado pelo MPOG: O DPF não indicou representante para participar do encontro.
Uma sequência de atitudes tem revelado a indisposição do Departamento de Polícia Federal em participar das discussões sobre as mudanças na carreira e no salário do policial federal e em colaborar nas decisões.
Primeiro, um acordo feito entre as entidades representativas da Polícia Federal e entregue ao Diretor-Geral em fevereiro de 2011 não foi encaminhado ao Ministério do Planejamento e Ministério da Justiça conforme prometido à Comissão de Reestruturação Salarial em reunião ocorrida um mês antes.
Na oficina de trabalho promovida pelo MPOG em novembro do ano passado, novamente o diretor-geral do DPF, Leandro Daiello Coimbra, optou por não indicar nenhum representante para a mesa de negociação. Discutiram-se a reestruturação salarial e a reestruturação da carreira, sendo que ao final foram assinados um protocolo de intenções e um relatório em que ficou fixado o prazo de 31 de março de 2012 para apresentação de propostas do Governo. Com a morte do Secretário Duvanier houve a necessidade de prorrogação desse prazo, sendo pré-agendada a reunião com o novo secretário para o dia 18 de abril de 2012.
Agora, na reta final das negociações, a ausência do representante do diretor-geral na mesa inviabiliza a continuidade do debate que trata da reestruturação salarial de agentes, escrivães e papiloscopistas. O MPOG fixou uma nova reunião para o dia 8 de maio, ocasião na qual o DPF deverá estar presente.
Para o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Marcos Vinício Wink, a postura do DPF é uma irresponsabilidade. “O diretor tem que entender que ele é o gestor de milhares de servidores e não apenas de uma categoria”. Para o presidente a direção-geral tem que assumir formalmente sua postura. “Se não querem participar da discussão que diz respeito ao órgão devem formalizar isso ao MPOG e nós continuaremos negociando”, diz Wink. Para o vice-presidente do SINPEF/MG, Luis Antônio de Araújo Boudens, integrante da Comissão de Reestruturação Salarial, têm sido injustificáveis as atitudes do dirigente: “É um absurdo que o Departamento não envie representantes para um debate tão importante e tão necessário para a valorização dos Policiais Federais”, completou.






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