Folha de São Paulo
Líderes partidários protocolaram na noite desta terça-feira o pedido de abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do caso Cachoeira.
A comissão, que obteve o número mínimo de assinaturas nesta terça-feira, vai investigar a relação do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos, servidores públicos e empresários.
Até agora, 272 deputados assinaram o requerimento. O mínimo de apoio para a instalação da CPI é de 171 assinaturas. No Senado, o documento conta com o apoio de 28 parlamantares –o mínimo é 27.
Para a CPI ser instalada, o requerimento precisa ser lido em sessão do Congresso, prevista para a próxima quinta-feira. A reunião deve ser presidida pela vice-presidente do Legislativo, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), já que o presidente José Sarney (PMDB-AP), internado em São Paulo, pediu licença do cargo.
Mais cedo, a deputada disse que seguirá o regimento. “Não fugirei de nenhum dos meus deveres. Se a Casa optou por fazê-lo, evidentemente que tem que ser feito”, afirmou.
Entre as relações que devem ser investigadas pela CPI está a ligação de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM). Interceptações telefônicas feitas com autorização judicial indicam que o parlamentar atuava no Congresso em favor do empresário.
Outras gravações revelaram o envolvimento de servidores públicos do Incra e de funcionários dos governos estaduais de Goiás e do Distrito Federal.
A expectativa é que a CPI saia do papel nesta quinta-feira.
O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), que acompanhou o protocolo do documento na Mesa do Congresso, afirmou que espera a instalação da comissão na quinta-feira.
“A Câmara dos Deputados já fez seu papel”, disse.
Com Agência Senado






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