Blog do Gustavo Braga
Reportagem publicada nesta quinta-feira (06/09), no jornal Estado de São Paulo, afirma que a presidente Dilma Rousseff chancelou os primeiros pontos de um projeto de lei para disciplinar as paralisações e, entre as medidas, quer proibir a operação-padrão.
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, caracterizou tal prática como “abusiva” e “ilegal”. “A greve de 2012 mostrou a urgência de uma lei específica”, afirmou. Adams disse ainda que que servidores de áreas essenciais, como médicos ou funcionários da Justiça Eleitoral em período de eleição, devem ter o direito de greve negado.
O curioso é que o direito de greve no funcionalismo, garantido pela Constituição de 1988, está há mais de 20 anos sem ser regulamentado. De repente, o governo federal decide que é hora de tratar do tema poucos dias depois de uma das maiores greves da década, se não a maior.
E não poderiam ser mais infelizes as proposições do advogado-geral da União. Como assim, negar o direito de greve para algumas categorias? Como assim, proibir as operações-padrão?
Todos devem ficar alertas a essas declarações que revelam um fundo de autoritarismo ditatorial nas intenções do governo.






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