Não é de hoje que a atual administração do Departamento de Polícia Federal bate cabeça. Mas parece que o desentendimento entre os “dirigentes” do DPF chegou num ponto sem volta. A última perola é do Diretor Técnico Científico da Polícia Federal, Paulo Roberto Fagundes. Durante pronunciamento no Conselho Nacional de Segurança Pública, representando o DPF, ele afirmou que “alguns atos normativos do DPF que afrontam a autonomia da perícia criminal foram editados sem consultá-lo”.
Mais do que engraçada, já que querendo ou não ele é membro da atual direção, a declaração do DITEC é revestida de gravidade. Se há afronta à autonomia da perícia, e não é a Fenapef que está dizendo é a Agência APCF, ele tem que vir a público e revelar que tipo de intervenção está acontecendo. Caso não o faça, o diretor abrirá a guarda para que advogados questionem os laudos periciais elaborados nos últimos anos.
As irregularidades cometidas na Polícia Federal e reveladas a dezenas de entidades em uma plenária do Conselho Nacional de Segurança Pública, cujo presidente é o ministro da Justiça, são graves e precisam ser apuradas pela Corregedoria e pelo Ministério Público Federal.
Fonte: Agência Fenapef






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