“É impressionante, estarrecedor”, declarou o ministro Cesar Asfor Rocha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao comentar o número de inquéritos da Polícia Federal relativos a crimes contra a administração pública – estão em curso 29.839 procedimentos sobre peculato, corrupção, fraudes em licitações, emprego irregular de verbas públicas e outros.
Em São Paulo, onde recebeu ontem o título de cidadão paulistano, Asfor Rocha defendeu a proposta da PF para criação de duas divisões com atribuições específicas de combate à malversação. “A especialização conduz a uma atuação mais racional e profissional”, disse o ministro. “A Justiça instalou varas especializadas em lavagem de dinheiro.”
Para ele, o grande volume de inquéritos “se justifica pela atuação permanente” da PF e órgãos fiscalizadores, como Ministério Público, Tribunal de Contas e Controladoria da União.
O delegado Roberto Troncon Júnior, diretor da Divisão da PF de Combate ao Crime Organizado, anotou que as divisões permitirão a concentração de investigações sobre corrupção, direcionamento da capacitação e a especialização de policiais.
Troncon destacou que não haverá necessidade de verba suplementar porque as unidades estão previstas no orçamento da PF. Ele afirmou que a estratégia da PF é mirar grandes organizações que causam os maiores danos ao patrimônio público e desvios de maior volume de dinheiro. “A partir da especialização podemos contar com uma rede interna em nível nacional para esse tipo de investigação.”






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