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out 22

É MEU DEVER LUTAR NO CONGRESSO NACIONAL PELAS REIVINDICAÇÕES DOS POLICIAIS FEDERAIS

  • 22 de outubro de 2010
  • Notícias

Reeleito com 153.072 votos no último pleito, o deputado federal Paulo Pimenta foi o parlamentar mais votado do PT no Rio Grande do Sul. Sempre atento às causas dos policiais federais, prestando significativo apoio à categoria no Congresso Nacional, o deputado concedeu entrevista exclusiva ao SINPEF/RS.

Enfatizando a importância da construção das carreiras públicas com base na valorização, qualificação e na potencialização dos recursos humanos, assim como de um melhor aproveitamento de toda a experiência do policial federal, Paulo Pimenta falou sobre sua reeleição, as decepções na política, principais projetos para seu mandato, bem como sobre nossos pleitos.

SINPEF/RS – O que significa ser reeleito frente ao descrédito político da população?

Pimenta – Minha reeleição reflete o reconhecimento da sociedade ao trabalho que venho realizando ao longo dos últimos anos. Em uma época em que, infelizmente, muitos representantes públicos ainda defendem que a tarefa de legislar compete apenas aos parlamentares, nosso mandato se difere pelo diálogo aberto com a população, entidades representativas e lideranças de categorias. Assim, buscamos de forma incansável garantir a aproximação da sociedade com o cotidiano do Parlamento Brasileiro, trabalhando na construção de propostas e iniciativas que estejam em sintonia com as reais necessidades de nosso país, garantindo, dessa forma, um futuro melhor para todos, principalmente, para aqueles que mais precisam.

SINPEF/RS – O que gratifica na política?

Pimenta – Transformar a vida da população é a função mais importante e gratificante de um representante público. Nesse contexto, existe uma pergunta que deve ser feita e é essa a pergunta que faço quando se oportuniza uma discussão sobre política e políticos é “o que você, detentor de um mandato, seja federal, estadual ou municipal, já realizou em nome do bem comum?”. O que de bom você já realizou? Essa prestação de contas é o que a sociedade espera da classe política.

SINPEF/RS – O que decepciona na política?

Pimenta – A burocracia, a morosidade e a dificuldade em pautar temas de interesse nacional são situações que me decepcionam na política brasileira. Muitas vezes, temas que não refletem o pensamento da sociedade são tratados como prioritários, criando um afastamento da realidade de nosso país. Essa situação dificulta o desenvolvimento de ações que atendam assuntos de interesse público. Desse modo, acredito que agilizar a reforma política já para o próximo período é uma tarefa que temos que priorizar. Assim, romperemos paradigmas e reformularemos o cenário político brasileiro.

SINPEF/RS – Quais seus principais projetos para o próximo mandato parlamentar?

Pimenta – Continuarei empenhado no desenvolvimento de propostas em áreas fundamentais para nosso país como saúde, educação e segurança pública. Também buscarei a ampliação de projetos já consolidados do Governo Federal como o Prouni, PAC, Luz para Todos, Minha Casa, Minha Vida, Pronasci. Além disso, vou priorizar temas, que já estava tratando ao longo de meu mandato, como ações de combate ao Crack; a defesa da valorização dos policiais e investimentos em segurança; ampliar aos estudantes conquistas do Fies – retroatividade dos juros; apoio a programas de redução da violência no trânsito; combate à burocracia do Congresso, por meio da Internet, com o Projeto de Lei Cidadão Digital.

SINPEF/RS – Qual sua avaliação sobre a segurança pública no país e quais os caminhos para minimizar a crise?

Pimenta – Na realidade, a temática da segurança pública, além de ser muito complexa, é bastante ampla e dinâmica. Algumas políticas federais inovadoras têm surgido neste âmbito, entre as quais destaco como a principal o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que, desde sua implantação vem acabando com a visão dicotômica de que não há como se realizar segurança pública com inclusão social, contemplando as camadas mais vulneráveis e, assim, evitando o avanço da criminalidade. Com isso, temos continuar construindo um novo modelo de política de segurança pública para o país, viabilizando maior integração das polícias em nível federal, estadual e municipal; a criação de um sistema de financiamento, com uma base orçamentária para investimentos na área; e o piso nacional aos profissionais de segurança pública e agentes penitenciários do país; também é preciso concatenar os trabalhos entre os três poderes, o Executivo, Legislativo e Judiciário.

SINPEF/RS – Qual seu vínculo com o movimento sindical dos Policiais Federais e suas reivindicações?

Pimenta – Desde quando estava na Assembléia Legislativa do RS, já trabalhava em conjunto com o movimento sindical, na época sob a liderança de Marcos Wink. Quando eleito deputado federal em 2002, além de manter a parceria com o sindicato, hoje presidido pelo Paes, ampliamos nossas relações e expandimos nosso trabalho, através da Federação Nacional, em todo o país. Destaco que todo meu aprendizado relacionado com a área de segurança pública foi fruto desta parceria.

Considero fundamental essa sintonia com todos os setores da sociedade civil organizada, pois esse diálogo permite a construção de iniciativas que estejam de acordo com a ótica de quem está inserido no contexto profissional. Dessa forma, além de atender com caráter mais efetivo as carências das categorias, valorizamos o cidadão na busca por mais respeito e dignidade para cada profissional. Contar com apoio da categoria ajudou na construção de minha trajetória política. Por isso, é meu dever lutar no Congresso Nacional pelas reivindicações dos integrantes da polícia federal. Assim como fiz em conquistas históricas para a categoria como na relatoria da Medida Provisória que originou a Lei que garantiu a implantação de um plano de carreira para os federais.  

SINPEF/RS – Qual o seu papel no andamento da Lei Orgânica da categoria?  

Pimenta – Tenho atuado na interlocução dos diálogos entre a Comissão Especial da Câmara dos deputados que trata o assunto e a categoria. Já na primeira reunião, defendi o equilíbrio para a composição da presidência e da relatoria, garantindo a representatividade da categoria durante o desenvolvimento dos trabalhos da comissão. Juntamente com o movimento sindical, quero colaborar na construção de uma proposta que garanta a valorização nas atribuições e o respeito aos policiais federais.

SINPEF/RS – Qual sua posição a respeito da PEC 549?

Pimenta – Sou contra esta proposta, inclusive fiz questão de manifestar na tribuna da Câmara dos Deputados minha opinião sobre essa iniciativa, que considero totalmente equivocada. Tal proposta, que tem explícito um caráter corporativista, desvaloriza os demais servidores, gerando uma crise entre os profissionais da segurança pública do país. É inadmissível que, ao invés de promover políticas que garantam a valorização dos profissionais do setor, a disparidade entre as carreiras continue sendo estimulada.

Fonte: SINPEF/RS

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