Segundo investigações, bando traria, a cada duas semanas, cerca de 15 fuzis do Paraguai
As investigações da PF (Polícia Federal) que desarticularam uma quadrilha especializada em tráfico internacional de armas nesta quinta-feira (17) revelam que as maiores facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo eram sócias no esquema. Ao todo, 13 pessoas foram presas.
Três supostos integrantes do grupo paulista foram presos. Um deles, identificado como Tinho, segundo o delegado Anderson Bichara, era encarregado do transporte de drogas e armas da fronteira com o Paraguai e o Rio de Janeiro. Ele foi flagrado na tarde da última quarta-feira (16) quando desembarcava no aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, na zona norte. Os outros dois foram presos em São Paulo, entre eles uma mulher.
De acordo com a PF, a quadrilha era comandada pelo traficante conhecido como RD da favela Vila Ideal, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Há dez dias em liberdade depois de cumprir pena por tráfico de drogas, ele também foi preso nesta quarta-feira em um restaurante de Copacabana, à espera de Tinho para uma reunião. Além de RD, outros cinco presos ajudavam a comandar a quadrilha do presídio.
O bando, segundo o delegado Enrico Zambrotti, tinha condições de trazer quinzenalmente 15 fuzis, além de pistolas, carregadores de fuzis, munição e drogas do Paraguai. As remessas eram feitas da cidade paraguaia de Capitan Bado, vizinha da brasileira Coronel Sapucaia. Há ainda três mandados de prisão a serem cumpridos, entre eles o de um paraguaio.






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