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jul 23

Fora DG!: Campanha dos Policiais Federais pede a saída imediata do Diretor-Geral

  • 23 de julho de 2012
  • Notícias

Fonte: Agência Sindipol/DF

    Não há, certamente, um único policial federal que não esteja acompanhando de perto a negociação do Grupo de Trabalho da Fenapef com os representantes do MPOG.  Assim como não há um único policial federal – seja ele Escrivão, Papiloscopista ou Agente Federal – que não esteja altamente decepcionado com a omissão do Diretor-Geral, Leandro Daiello, à frente da instituição Polícia Federal.

    A Polícia Federal vive hoje um verdadeiro caos, com inúmeros casos de discriminação contra os policiais que não são delegados. Apesar das inúmeras tratativas, o DG segue ignorando os pleitos de interesse da imensa maioria dos servidores, assegurando apenas privilégios à sua classe.

    Hoje, a Polícia Federal é uma bomba prestes a ser detonada. Não há como nos calar diante de tamanha omissão. Por esta razão o Sindipol/DF, em campanha uníssona com a Fenapef e os demais 26 sindicatos filiados vem a público pedir que a sociedade atente para este quadro de desmandos.

    Assim, em paralelo à luta pela reestruturação salarial, os policiais federais de todo o Brasil deram início à campanha “FORA DG – Um DG para TODOS!”, que exige a saída imediata do atual DG, uma vez que os servidores o veem apenas como um mero representante dos interesses da sua associação.

    No próximo dia 25, quarta-feira, às 8h, os policiais federais farão uma concentração em frente ao Edifício-Sede e de lá – acompanhados de seus familiares – poderão seguir ao Ministério da Justiça, onde mostrarão à população e às autoridades o descontentamento com a inércia do governo em atender às reivindicações salariais e, também, para pedir a substituição do atual DG.

    Reivindicaremos do Ministro da Justiça providências saneadoras para salvar a instituição do caos generalizado que se encontra. Não nos importa se o novo Diretor-Geral venha a ser um general, coronel, sargento, procurador ou juiz! A Polícia Federal precisa de um LÍDER que tenha uma visão administrativa e política voltada para TODAS as categorias existentes na instituição!  

    Comenta-se, em alto e bom tom, pelos corredores da instituição, que era melhor conviver com a “cara feia” dos militares que não privilegiavam classes, do que ter no comando um servidor da própria casa que só cuida dos interesses de sua categoria. Cansamos disso! Não dá mais!

    Em dezoito meses de administração, nada aconteceu. Durante a sua posse, na manhã do dia 14 de janeiro de 2011, o delegado Daiello fez várias promessas, dentre as quais “uma política forte de gestão de pessoal”. Ao mesmo tempo o ministro Cardozo garantia que a Polícia Federal seria “o braço direito, o esquerdo e o corpo” do governo federal contra o crime organizado.

    Os policiais federais já viram este filme. A Polícia Federal é o nome mais doce das campanhas eleitorais, quando todos os candidatos prometem dotar a instituição de efetivo condizente, salário justo e meios materiais para garantir a sua atuação operacional. Passada a eleição, na hora do governo colocar em prática o seu plano de segurança, a PF sempre tem sido relegada a um papel secundário. O discurso não está sintonizado com a ação!

    Já estamos em meados de 2012 e continuamos como uma polícia de fachada, porque nos faltam verbas, pessoal, equipamentos, aeronaves, viaturas, barcos, coletes, armamento, salário decente e, principalmente, dignidade!

    É hora de sair, Diretor-Geral. A sua administração é incompetente, fraca, omissa e classista! Quando o chefe perde o respeito e a confiança dos seus subordinados, não lhe resta outra alternativa honrosa, a não ser sair. E esta é a hora, pois a sua gestão à frente do órgão tem sido marcada pelo fracasso. Saia logo! A Polícia Federal é muito maior que a sua vaidade. Sua passagem pelo comando da Polícia Federal não deixará nenhuma saudade entre os servidores. Apenas a marca da vergonha da sua omissão!

    Segue, abaixo, um pequeno resumo da desastrada passagem do atual DG à frente da Polícia Federal:

    – A vergonhosa omissão junto aos interlocutores do MPOG em destacar os trabalhos de inteligência e outros de responsabilidade e complexidade dos policiais não delegados, trilhando a mesma linha adotada pelo grupelho classista que vem, há anos, destruindo a importância dos verdadeiros policiais junto aos demais órgãos do Governo.

    – A indisfarçável “preferência” pelos delegados para as funções de Assessoria Parlamentar (ASPAR/DPF), apesar dos inúmeros e infrutíferos pedidos para que também fossem nomeados servidores não delegados para aquele mister.

    – O imperdoável engavetamento da proposta de consenso da reestruturação salarial de todas as classes, tudo porque os delegados abandonaram a luta, uma prova cabal de que só vale o interesse dessa categoria.

    – A desvalorização do Curso Especial de Polícia, que não tem mais valor de Especialização. Esta foi uma forma de mostrar que as atribuições dos EPAs são de nível médio, enquanto somos uma categoria de nível superior.

    – A formulação do edital do último concurso conferindo aos EPAs atividades banais como “dirigir viaturas e fazer segurança orgânica (plantão)”, mas supervalorizando as funções de delegado, com exigência de provas e títulos, prova oral e outras.

    – Validação da Instrução Normativa nº 22/2010 que cria ilegalmente a hierarquia policial entre os cargos, em desacordo com a Constituição Federal, com os decretos nº 7538/2011 e 2.320/1987 e com o Parecer vinculante nº. CQ-35 da Advocacia-Geral da União;

    – Inquestionável preferência na indicação de delegados para cursos de mestrado/especialização no exterior, preterindo os demais cargos existentes na Carreira Policial.

    – Intensificação das viagens à serviço para visitas a outros países e instituições pelos delegados e contingenciamento do efetivo de policiais nas viagens de natureza operacional , resultando na ameaça à segurança dos servidores e de terceiros.

    – Absurda e injusta destituição de praticamente todos os EPAs dos cargos de chefia, inclusive na área operacional.

    – Manutenção da absurda e descabida campanha de perseguição aos sindicalistas.

    – Intensificação da vergonhosa política de remoção, com ajuda de custo, favorecendo basicamente aos delegados.

    – Manutenção da terceirização, que tantos problemas tem causado à imagem da Polícia Federal.

    – A inexplicável contratação de estagiários para o exercício de atividade-fim da Polícia Federal (SR/DF).

    – O flagrante desinteresse em solucionar os graves problemas de instalação dos prédios localizados na região de fronteiras e no Instituto Nacional de Identificação, dificultando ainda mais as precaríssimas condições de trabalho dos servidores ali lotados.

    – A criação de dificuldades para a realização da pesquisa “O trabalho e saúde dos policiais federais”, de iniciativa do Sindipol/DF. Absurdamente, a DGP impôs “regras” sem sentido para que a pesquisa fosse realizada nas dependências da Polícia Federal, além de exigir que os dados não fossem tornados públicos.

    – A flagrante discriminação do Ofício-Circular 02/2011 que trata dos Cursos Especiais, recomendando o uso de terno e gravata para os delegados e tailleurs, terninhos e sapatos de salto médios para delegadas. Do mesmo modo recomendar que os Agentes, Escrivães e Papiloscopistas – a fim de que não sejam confundidos com delegados – calça e camisa comum e, para as mulheres é sugerido saia e blusa, calça comprida, vestidos e sapatos de salto baixo, para ficarem sempre “menores” que as delegadas.

EXIGIMOS UM DG PRA TODOS!
 

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