Fonte: Correio Braziliense
Os policiais federais também cruzaram os braços ontem. Em paralisação relâmpago, os trabalhadores anunciaram que podem interromper os serviços de vez dependendo de como andarem as negociações com representantes do Ministério do Planejamento até a quarta-feira, quando acontecerá assembleia geral da categoria. Entre as principais reinvindicações estão a saída do diretor-geral da instituição, Leandro Daiello, e a restruturação das carreiras.
Às 8h, cerca de 400 policiais se reuniram em frente à sede da corporação, no Setor de Autarquias Sul. De lá, seguiram para o Ministério da Justiça, onde fizeram o enterro simbólico de Daiello, com direito a caixão queimado. A insatisfação com o atual diretor é o não cumprimento de promessa feita em 2011 à categoria de levar proposta de reestruturação das carreiras ao Planejamento.
A proposta chegou a ser elaborada e aprovada pelas seis categorias da PF — agentes, escrivães, papiloscopistas, delegados, peritos e funcionários administrativos —, mas acabou engavetada porque a Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) teria voltado atrás.
Outro ponto de desentendimento é os salários. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol-DF), Jones Leal, o último reajuste da PF teria sido em 2004. “Ficamos parados no tempo. Queremos o que outras carreiras de nível superior, como nós, ganharam”, afirmou, citando os auditores fiscais e os agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
“Há chance real de grave. As negociações começaram há três anos. Está difícil segurar os servidores. Caso o governo não atenda aos nossos pedidos, podemos radicalizar”, afirmou Leal.
Procurada, a direção da Polícia Federal não se pronunciou sobre o protesto ou as negociações.






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