Governo promete construir, até final de 2011, duas penintenciárias na macrorregião de Marília
Talita Zaparolli
Até o final de 2011 o governo de São Paulo irá construir 49 novas unidades prisionais para desafogar o sistema carcerário paulista. Para tanto investe cerca de R$ 1,5 bilhão, informou ontem ao BOM DIA a Secretaria de Administração Penitenciária.
Juntas, as novas penitenciárias vão gerar 39,5 mil vagas. Porém, o número de novas vagas fica aquém do déficit atual de 62,1 mil no sistema prisional paulista, segundo o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão do Ministério da Justiça.
Duas dessas unidades serão construídas na região de Marília – uma no município de Bernardino de Campos e outra em Florínea.
Segundo o governo do Estado, as duas unidades receberão detentos da região, inclusive da Penitenciária de Marília – que hoje atende população carcerária duas vezes maior que sua capacidade.
Programas sociais são citados pelo Executivo estadual como uma das iniciativas para reduzir os casos de reincidência entre os criminosos e infratores.
Entre os programas citados está o Pró-Egresso, que oferece vagas em cursos profissionalizantes para os detentos que se encontram em regime semiaberto e para os que já saíram da prisão. Os cursos são ministrados pelas unidades do Centro Paula Souza.
Não há estatísticas específicas sobre o índice de reincidência entre os que cumpriram pena em regime fechado. Entre os condenados a penas alternativas, 4,7% voltam a cometer delitos, segundo a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).






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