Policiais federais se reuniram ontem terça-feira, 15, com o relator do projeto de Lei Orgânica da Polícia Federal, deputado federal Laerte Bessa (PSC-DF) e com deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), também membro da comissão especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei n 6493/09, do Poder Executivo, que “dispõe sobre a organização e o funcionamento da Polícia Federal”.
O encontro aconteceu durante a Assembléia Geral Extraordinária da Fenapef, que está sendo realizada, em Brasília, até hoje quarta-feira, com a participação dos presidentes dos sindicatos de policiais federais de todo o país. Na reunião, Bessa se comprometeu em construir a proposta em sintonia com a Federação, incorporando as sugestões encaminhadas pela Fenapef. Ele se comprometeu, inclusive, a apresentar o relatório à entidade antes do texto ser votado na Comissão Especial. A apresentação do relatório foi marcada pelo presidente da Comissão Nelson Pelegrino (PT/BA) para o dia 29 de junho, mas caso seja necessário pedirá a prorrogação desse prazo.
O encontro com os deputados Bessa e Pimenta foi um passo importante na consolidação das propostas da Fenapef. Pimenta ressaltou as negociações em torno da Lei orgânica estão avançando de maneira substancial.”Estamos conseguindo criar um consenso em cima de questões fundamentais para a modernização da Polícia Federal e também para a ampliação das atribuições de agentes, escrivães e papiloscopistas”, disse o deputado.
POLICIAL – Laerte Bessa disse que se considera um policial, antes de ser deputado e delegado (da Polícia Civil do DF). Conforme o deputado, a lei orgânica já está com o esqueleto pronto. “Não avancei ainda porque quero fazer isso junto com a categoria”, disse o deputado.
Ele frisou que está em negociações com setores do governo federal, a fim viabilizar a aprovação do projeto. Bessa afirmou que se fossse possível iria propor a carreira única. Disse que é contra a situação atual onde o delegado já entra na instituição com super poderes, mandando em policiais antigos.
Além do projeto da Lei Orgânica, Bessa falou também sobre a reestruturação da carreira e da tabela salarial. “Os policiais federais têm que continuar a luta pela reestruturação da tabela salarial”, disse. Ele informou que os policiais civis do Distrito Federal devem deflagrar uma greve por tempo indeterminado, caso o Ministério do Planejamento insista em não concordar com o a proposta encaminhada pelo governador do DF.
Bessa também comentou que está fazendo gestões para a convocação dos candidatos excedentes aprovados no último concurso da Polícia Federal. “Todas as esferas do governo, inclusive a Casa Civil, apóiam essa convocação, menos o Diretor-Geral da PF, Luiz Fernando, que continua irredutível”.
Fonte: Com informações da Agência Fenapef






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