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maio 09

Legistas reforçam tese de suicídio

  • 9 de maio de 2013
  • Notícias

Fonte: Correio Braziliense

Os peritos que atuaram na primeira fase da investigação da morte do empresário Paulo César Farias e da namorada, Suzana Marcolino, sustentaram a tese de que ela o matou e depois cometeu suicídio. Entre os profissionais que depuseram ontem, terceiro dia do julgamento dos policiais militares acusados pelo crime, foi o médico-legista Fortunato Badan Palhares quem fez a defesa mais contundente da hipótese. Em uma longa explicação, ele reforçou a tese dos colegas alagoanos, mostrando fotos da perícia no quarto onde os assassinatos ocorreram. Já familiares de Suzana, que também falaram ontem no júri, contestaram a versão e disseram que ela jamais se mataria.

Os especialistas ouvidos ontem — Anita Buarque de Gusmão, Nivaldo Cantuária, Gerson Odilon e José Lopes Filho — contaram que havia pólvora nas mãos de Suzana Marcolino, hipótese que outra perícia refutou. Esse é um dos principais pontos de divergência dentro do inquérito e que levou ao banco dos réus quatro policiais militares: Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva. Na época, o Ministério Público pediu novas investigações, o que resultou no indiciamento dos PMs.

A tese dos peritos alagoanos foi referendada por Palhares, que, em 1996, estava na Universidade de Campinas (Unicamp). Naquele ano, o especialista foi a Alagoas para auxiliar os trabalhos que vinham sendo realizados pelos profissionais locais. Ontem, ele explicou que a maneira como o lençol foi encontrado revelava que não houve discussão entre o casal. Palhares exibiu as imagens da perícia feita no quarto e disse que a arma utilizada no crime estava caída ao lado da cama. Para reforçar a hipótese de homicídio acompanhado de suicídio, o legista afirmou que Suzana havia ligado para uma pessoa em São Paulo para se despedir na noite do crime. “Pelos anos de vida que tenho dedicados à medicina legal, tenho certeza absoluta de que ali existiu homicídio seguido de suicídio”, disse.

Familiares
As primeiras testemunhas que depuseram ontem foram parentes das vítimas. Na sequência, falaram alguns dos peritos que trabalharam no caso, além de delegados. Anna Luiza Marcolino, que depôs logo no início da sessão, afirmou que nunca viu a arma do crime, e que a irmã jamais cometeria o crime. “Não vimos a arma. Ela jamais se mataria”, disse. No entanto, uma prima, Zélia Maciel, confirmou que Suzana havia comprado a arma.

A sessão de ontem foi encerrada às 21h20. Na terça-feira, falaram 12 testemunhas, incluindo Augusto César Farias, um dos irmãos do ex-tesoureiro de Fernando Collor de Mello. Augusto César chegou a ser apontado como mandante do crime no início do inquérito. Na segunda-feira, prestaram depoimento o caseiro da casa de praia onde o empresário foi morto e o garçom que serviu a última refeição do casal. A previsão é que o julgamento seja concluído amanhã. Ao todo, serão ouvidas 25 testemunhas, entre acusação e defesa.

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