Nunca assisti a tamanha imaginação no quesito elaborar tabelas. Algumas demonstram sonhos, outras particularizam rivalidade, percebi também muito oportunismo e “maucaratismo”, mas no fim dessa lambança associativa pseudo-classista percebemos que essas coisas somente se proliferam em ambiente favorável.
O desgaste do movimento sindical, por conta de alguns acontecimentos ao longo dos últimos anos, aliado ao fato de que muitos policiais estejam acreditando nas falas de seus “espertos” chefetes, tem provocado mais desunião do que se esperava.
Mais um ponto negativo para agentes escrivães e papiloscopistas, que sem esperança, tem dado ouvidos à rivais-inimigos.
Todo dia recebo uma nova e fraudulenta tabela salarial e ainda tentam jogar a culpa pela falta de implantação nos sindicatos. Quem diria? Agora os sindicatos possuem até o poder de negar aumento.
Tenham paciência, mas inocência e inexperiência tem limite!!!
A título de informação, deve ser esclarecido que o Sindipol/DF apresentou na última reunião da Fenapef, modelo de Projeto de Lei Orgânica, discutido na assembléia pelo sindicato de Brasília com a base presente, porém não foi aceita. O texto escolhido pelo Conselho de Representantes, foi apresentado por uma Comissão da Fenapef e deverá servir de base aos trabalhos no Congresso. Obviamente prefiro o outro texto, mas ressalto a boa vontade do grupo que propôs as novas regras. Deve ser ressaltado porém, que não basta criar um texto, pois ainda falta o trabalho político fundamental para sua implantação. Vou torcer para que a Fenapef tenha sucesso.
Desde a Assembléia que aconteceu em Maceió/AL, no ano passado, vem sendo apresentada também por nós aos demais sindicatos e Fenapef, proposta de recomposição salarial, que consistia ainda que o teto do subsídio dos APFs, EPFs ePPFs não poderia jamais ser menor que o de DPFs e PCFs, de segunda classe, mas desde que acompanhasse no mínimo o piso de outras Carreiras típicas de Estado, ou seja, aproximadamente R$ 13.000,00 e Agências de Governo, porém essa sugestão de tabela não recebeu apoio, talvez por conta de sua ousadia e dentro dos princípios democráticos, nos submetemos à decisão, mas continuamos a tentar, porém de forma isolada e sem respaldo dos demais.
Deve ser esclarecido ainda, que participamos de várias reuniões juntamente com outras entidades de classe do DPF e PCDF, buscando o consenso, que não houve, por conta da exigência de privilégio para as classes tidas como superiores.
Não obstante a falta de consenso, o que é perfeitamente compreensível, jamais rejeitamos e/ou atrapalhamos qualquer tipo de movimentação salarial, principalmente, se iria, de um jeito ou de outro, melhorar nosso rendimento, porém sempre buscamos o melhor para a categoria.
A tabela proposta e trabalhada pelo Sindipol/DF é melhor para os filiados, em todos os aspectos, tanto no piso como no teto, mas não conseguimos ainda implementá-la, pelo menos ainda. Apesar das dificuldades continuaremos tentando, mesmo que pareça impossível.
Com a saída do Ministro Tarso Genro, as negociações voltam para a estaca zero e espero que o movimento sindical se fortaleça ao invés de se render às más influências e aos incautos, que aceitam qualquer informação sem base técnica e que apenas promovem a discórdia, enquanto se carece de união.
Por fim, lembro a todos, que o desejo das entidades rivais dos agentes, escrivães e papiloscopistas é que nos enfraqueçamos e que não estejamos filiados aos sindicatos, para que fiquemos reféns de uma vez por todas. Não existe sindicato sem base e em contrapartida, quem estudou a história do sindicalismo no mundo sabe, que base fraca pressupõe sindicato fraco e que sempre o sindicato deverá seguir o rumo ditado pela categoria. Portanto deve ser lembrado que o sindicalismo precisa da participação da categoria para ajudar a construir também e não somente para criticar
UNIDOS SEREMOS MAIS FORTES






Comments are closed.