A evolução tecnológica e melhorias em todos os sentidos na Polícia Federal é fato. Há alguns anos atrás não havia viaturas suficientes para se trabalhar, o armamento era obsoleto, e até combustível para abastecer as viaturas era difícil, tínhamos que tirarmos dos próprios bolsos para podermos abastecer e pagar informantes, pois não contávamos com a tecnologia atual.
Tivemos essa evolução, e foi surpreendente, foi criada no DPF a aviação, graças a uma pessoa competente que vislumbrou nas Policias de primeiro mundo e adotou os mesmos princípios para sua criação e o destino Operacional de suas aeronaves, (aviões e helicópteros).
No ano de 1995, houve um curso no Rio de janeiro (CEGOA), que formou os primeiros tripulantes para operar em helicópteros. Nesse curso, além de aprender o que fazer e como agir dentro de um helicóptero, aprendemos muito com o erro operacional daquele órgão. Os comandantes das aeronaves nos relatavam que para melhor funcionamento operacional e uma aviação eficiente era simples de se resolver, bastava ter autonomia e vontade de agir, sem vínculo políticos ou melindres pessoais.
No Rio de Janeiro, o CEGOA estava atado à política do Governo Brisola, e só decolava com sua ordem, portanto existia o entrave político nas operações. Ao retornarmos desse curso expomos a conversa com a Diretoria do recém criado setor de aviação da Polícia Federal para que não incorresse no mesmo erro do CEGOA.
Houve um grande avanço no setor aéreo da Polícia Federal com a aquisição do primeiro helicóptero, que foi por consignação, mesmo assim foram realizadas diversas Operações Policiais pelo Brasil.
A demanda era tanta que o setor necessitava crescer. Com isso foram adquiridos mais helicópteros, capacitados novos pilotos e operadores. Todavia a demanda ainda era grande para o setor, pois alem de atender a própria PF, atendia PRF, IBAMA INCRA BOMBEIROS e PM do DF.
A maioria desses órgãos criou o seu próprio setor aéreo operacional adquirindo helicópteros e treinando seu pessoal sob supervisão, orientação e em alguns casos até direção desses orgãos. Hoje o que vemos é algo inusitado, a maioria dos órgãos que espelharam na própria Polícia Federal ultrapassaram-nos, e o nosso setor esta ficando obsoleto para operar.
Na atualidade não vemos operacionalidade no CAOP, não atende a nenhum pedido de apoio das descentralizadas, principalmente para as regiões norte e sudeste, Rio de Janeiro nem se fala.
Hoje o que temos na CAOP em relação aos seis helicópteros são:
– Dois helicópteros Bell 412, os dois encontram-se desmontados, inoperantes.
– Dois helicópteros Esquilo 355, os dois desmontados, inoperantes.
– Dois helicópteros Esquilo monomotor, um Baixado devido ao acidente que vitimou um APF, razões que até hoje ainda não sabemos. E dois helicópteros em funcionamento, atendendo a nada, mas voando nos céus claros de Brasília, sendo pilotado por não sabemos quem e atendendo a ninguém.
Será que estão fazendo contenção de despesas na CAOP! Ou será que é ma administração por parte de seu coordenador! Ou será que o coordenador é daqueles que não levam problemas para seus superiores e prefere nada fazer, ou seja, deixar as aeronaves e seus equipamentos ao relento deteriorando com o tempo.
Será que a Corregedoria não vê, ou finge estar cega a tamanho descaso com o dinheiro publico e alto investimento!
Será que esses fatos ficaram para sempre enterrados. Se depender de nossa classe não, temos o dever de denunciar para que se torne público, e que haja intervenção do MP no caso, ou descaso como queiram.
Hoje quem administra o CAOP é o delegado Rubens Maleener atual Coordenador, além dele existem mais cinco delegados naquele setor desviados de suas funções constitucionais as quais foram investidos nos cargos.
Cabe à Direção Geral averiguar o que esta havendo na CAOP, antes que o MP intervenha e o faça.
*APF – Júlio Gomes de Carvalho Júnior
*Formado em Ciências Econômicas e em Direito. Entrou na Polícia Federal em janeiro de 1988, e tomou posse na Superintendência Regional do Estado de Rondônia – Porto Velho. Ficou lotado na DRE/RO durante três anos, e transferido para o INC/DPF em 1991, onde trabalhou durante seis meses. Em agosto de 1991 foi para a SR/DF, onde permaneceu na DRE/SR/DF até 1993.
No ano de 1995 participou do 1º Curso de Formação de Tripulantes Operacionais, para trabalhar nos helicópteros da Polícia Federal. Após o curso foi para o COT no ano de 1996 permanecendo até 2006, depois transferido para o SANTER onde permanece até hoje.






Comments are closed.