Servidores parados só vão atender ocorrências com vítimas.
Marina Marquez, do R7, em Brasília

Foto de Marcelo Bastos/R7
Efetivo será reduzido a 30%, e paralisação não tem data para terminar
Os servidores da PRF (Polícia Rodoviária Federal) entraram em greve nesta segunda-feira (20) e só vão atender ocorrências graves, ou seja, acidentes de trânsito com vítimas e outras situações relacionadas à vida do cidadão. O efetivo será reduzido para 30%, como determina a lei, e a greve não tem data para acabar.
A decisão pela greve foi confirmada no último sábado (18), em assembleia com representantes dos 24 sindicatos da categoria. De acordo com o presidente da FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais), Pedro Cavalcanti, a ideia é ter até a próxima quinta-feira (23), todos os sindicatos de braços cruzados.
— Nós decidimos pela greve, e cada Estado está realizando os trâmites legais, notificações etc, para que a greve comece para valer. Enquanto estivermos parados, só serão atendidos os serviços que chamamos de essenciais, como acidentes com vítimas e assaltos em carros nas rodovias.
Até o início da tarde, segundo Cavalcanti, dois Estados confirmaram o início da greve: Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
Brasil tem mais de 300 mil servidores federais parados
Com a paralisação, a fiscalização rotineira será suspensa. Acidentes sem vítimas não serão atendidos pelos agentes da PRF. O trabalho de combate aos crimes como o roubo de cargas, tráfico de drogas, contrabando, descaminho, sonegação de impostos, exploração sexual de crianças e adolescentes e crimes de trânsito, só funcionarão no limite de 30% do efetivo.
No caso de acidentes com vítimas, apesar de atender os motoristas e passageiros, os servidores da PRF não vão fornecer documentos, como o boletim de ocorrência. O boletim é cobrado pelo seguro de veículos para iniciar o sinistro e providenciar a reparação do veículo, por exemplo.
Operação-padrão
No início do mês, a FenaPRF organizou operações-padrão em 25 Estados e no Distrito Federal. Apenas o Piauí não aderiu ao movimento.
A operação-padrão é um protesto dos policiais por melhores salários e melhores condições de trabalho. Para pressionar o governo, os agentes intensificam as fiscalizações em alguns pontos das estradas, deixando os motoristas parados em congestionamentos quilométricos.
Na última semana, a Justiça proibiu a realização de operações semelhantes pela PRF e também pela PF (Polícia Federal).






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