Ele é citado em inquérito que investiga suposto esquema de corrupção. Ele disse que carta de renúncia está pronta, mas vai esperar alguns dias.
Robson Bonin e Nathalia Passarinho O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), anunciou nesta quinta-feira (18) que não renuncia ao cargo. A decisão foi divulgada pelo governador interino em uma coletiva no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. Ele disse que já tem a carta de renúncia pronta, mas resolveu esperar mais alguns dias.
O governador interino reclamou da falta de apoio político. “Estou convicto da importância da governabilidade, mas tenho limitações que me são impostas pela falta de apoio de importantes setores da comunidade de Brasília”, disse, em seu pronunciamento.
O governador interino disse que se mantém no cargo em nome da governabilidade. “Já renunciei ao direito de me candidatar ao governo do Distrito Federal, mas não posso ainda renunciar da obrigação de servir Brasília.”
Paulo Octávio disse que vai lutar contra a intervenção federal no DF. “Ainda que com sacrifício pessoal, continuarei a envidar todos os meus esforços para que Brasília não sofra intervenção”, declarou.
Paulo Octávio teve um breve encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela manhã. Após o encontro, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que Lula não havia oferecido apoio político ao governador interino, que já teria dito no encontro que estudava a possibilidade de renunciar. A assessoria de imprensa do governo do DF chegou a negar, no final da manhã desta quinta, após muitos boatos de renúncia, que Paulo Octávio deixaria o cargo.
O governador interino repetiu o que já havia dito mais cedo, sobre sua atuação na crise política que envolve o governo do Distrito Federal. “Só me cabe um papel nessa crise. Quero ser um facilitador”, afirmou.
Isolado por aliados e sem condições políticas de manter a governabilidade, o governador interino é pressionado por seu partido, o DEM, que o ameaça de expulsão, assim como qualquer filiado da legenda que permanecer no governo do DF.
Paulo Octávio assumiu o comando do DF uma semana atrás, quando o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) foi afastado e preso, suspeito de tentar atrapalhar as investigações do inquérito da Operação Caixa de Pandora, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).






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