A Polícia Federal e a Procuradoria da República afirmaram, em documentos encaminhados à Justiça Federal, suspeitar que o italiano Cesare Battisti manteve no Brasil relação com terroristas, informa reportagem de Hudson Corrêa publicada na Folha desta sexta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na Itália, que requer sua extradição, Battisti recebeu do governo do Brasil em janeiro o status de refugiado político –benefício foi concedido pelo próprio ministro da Justiça, Tarso Genro. Nesta semana, teve a sua extradição autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas decisão final será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os papéis, aos quais a Folha teve acesso, fazem parte da ação penal que Battisti responde desde 2007 na 2ª Vara Federal Criminal do Rio por uso de passaportes falsos.
“Investigações realizadas apontam para o possível envolvimento do italiano Cesare Battisti na prática de crimes ligados à internação irregular de estrangeiros [no Brasil] e ainda com atividades terroristas”, afirmou o delegado Cléberson Alminhana, do setor de inteligência da PF, em correspondência à Justiça Federal do Rio no dia 9 de abril de 2007.
Segundo a reportagem, o advogado de Battisti diz que há mais de 30 anos ele não tem ligação com grupos radicais. Já a PF nega existência de relatório sobre terrorismo.






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