Após 11 dias de paralisação das atividades, os policiais civis do Distrito Federal tiveram um primeiro sinal de que o projeto de reajuste salarial e reestruturação da carreira da categoria pode ser encaminhado ao Congresso Nacional para, se aprovado, entrar em vigor em 2011. O resultado veio na tarde de ontem depois que o governador Rogério Rosso (PMDB) e o ministro de Planejamento, Paulo Bernardo, se reuniram para tentar resolver o impasse e garantir o retorno dos policiais ao trabalho. O projeto havia sido aprovado pelo então governador-tampão Wilson Lima em abril deste ano, mas estava parado na casa. Depois da reunião, Rosso anunciou que o ministro tentaria ainda hoje tratar do assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é discutir a possível edição de uma medida provisória prevendo o pagamento dos salários reajustados já em janeiro. O encontro, no entanto, não estava confirmado na agenda do ministro.
Os policiais civis lutam por um aumento de 33%, dividido em cinco etapas: 5% em setembro de 2010; 7% em março e em setembro de 2011; 7% em março e em setembro de 2012 . Com o envio de uma medida provisória para entrar em vigor em janeiro do próximo ano, é bastante provável que as datas previstas para os acréscimos salariais sofram alterações. A sinalização positiva do governo federal pode interferir nas futuras decisões da categoria sobre a manutenção da greve que suspendeu as principais atividades das delegacias. “O ministro Paulo Bernardo vai se reunir com o presidente Lula para que possa haver o encaminhamento da medida provisória para avaliar o pagamento a partir de janeiro do ano que vem. O reajuste para este ano esta fora de cogitação, porém, existe o propósito e a intenção de encaminhá-lo ainda este ano com validade para 2011”, explicou Rosso.
Os rumos da paralisação serão decididos às 15h de hoje em assembleia que será realizada em frente ao Ministério do Planejamento. Diante da reunião de ontem, é possível que.seja aprovado o fim da greve. Na leitura de alguns integrantes da categoria, a paralisação agrava o quadro político da capital, que sofre ameaça de intervenção federal. Desde 19 de junho, estão suspensos os registros de ocorrências nas delegacias do DF.






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