No dia14/04, os policiais federais do DF participaram de paralisação nacional em frente ao Edifício Sede do DPF, para demonstrar publicamente a indignação e a insatisfação pelo tratamento diferenciado dispensado pelo Governo Federal. Além da paralisação, o sindicato de Brasília realizou AGE para deliberar sobre alguns assuntos de interesse da categoria.
Os policiais federais foram os menos valorizados entre todas as Carreiras Típicas de Estado de nível superior. O Governo usa a PF como parâmetro, mas é a categoria que tem o pior salário.
Segundo Cláudio Avelar, presidente do Sindipol/DF os agentes, escrivães e papiloscopistas não desejam se transformar em delegados ou peritos, mas apenas o reconhecimento natural pelo bom desempenho de suas atividades, e pelo ajuste na remuneração e subsídio, igual ao das demais Carreiras Típicas de Estado, que recebem como contrapartida financeira maior que os policiais federais.
Avelar ressaltou aos presentes sobre a aposentadoria especial, e explicou que os policiais que aposentaram a partir de 2004, vão perder a paridade e a integralidade, o que está quase para ser aprovado. Versou ainda sobre a Lei Orgânica, e afirmou que os policiais estão insatisfeitos com o Projeto de Lei, que foi reprovado por todos os sindicatos.
O Sindipol tomou conhecimento de que o Delegado Joaquim Mesquista, DGP (Diretor de Gestão e Pessoal), enviou ofício informando que cortaria o ponto dos policiais federais que participassem da mobilização. Tal informação também foi divulgada por meio de mensagem circular interna.
O sindicato já respondeu o ofício informando que não se submeteria aos desmandos administrativos que impõe pela regra do medo e da repressão, a tentativa de melhoria para a categoria dos não delegados. Todos os policiais reprovam a Administração do DPF, e estão insatisfeitos com descaso do Governo Federal.
Em regime de votação, por unanimidade os policiais decidiram permanecer paralisados até o fim do dia com indicativo de greve. Está previsto mais alguns dias de paralisação, 28 e 29 de abril e 5,6 e 7 de maio.
No dia 23 próximo, está marcada uma reunião com o Secretário de Recursos Humanos do MPOG, Duvanier Paiva para tratar do assunto. Caso aconteça negociação, o calendário de mobilizações será suspenso.






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