Dois homens, que participaram do assalto à lotérica, no centro, que resultou na morte de um policial federal, são suspeitos de envolvimento no assassinato de um agente penitenciário em Campo Largo, em 1.º de outubro, três dias antes do roubo.
Marcelo Roberto Silveira, conhecido como “Nervosão”, “Delas” e “De Las Manchas”, que é ex-presidiário e integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso, e Maicon Ladis Lau de Rossi, conhecido por “Tiago” ou “TG”, morreu em confronto com agentes da PF, no dia 9, numa festa do PCC, em uma chácara de Fazenda Rio Grande.
Além de Maicon, Gilmar Ferreira foi morto no confronto. O líder da quadrilha, Pedro Henrique Procópio, o “Carioca” ou “Vavá”, integrante do PCC e apontado como autor do tiro que matou o policial Edson Martins Matsunaga, se feriu durante o tiroteio na chácara.
“O confronto não é uma situação rotineira da PF. Nossa intenção era prender todos, mas não restou outra opção e tivemos que responder com os meios que estavam disponíveis”, explicou o delegado Ramon Almeida da Silva.
“Limpeza”
Ramon apresentou ontem o resultado da Operação Lotérica e definiu a quadrilha como audaciosa, por escolher roubar a lotérica ao lado da base da PF. Foram sete presos e dois bandidos mortos.
Outras cinco pessoas, que não participaram do assalto, também foram presas por porte ilegal de arma, suspeitas de integrar a quadrilha, que, segundo o delegado, vem agindo na região de Curitiba há pelo menos um ano.
“Eles também são suspeitos de tentar roubar um caixa eletrônico no terminal do Cabral, onde deram mais de 50 tiros na viatura da Guarda Municipal”. Também foram apreendidas sete armas, quatro veículos e documentos falsos.
Os últimos a serem presos foram Fábio Alves Fogaça e Francielly Alcântara, a “Fran”, 20, cuja prisão foi divulgada em primeira mão pelo Paraná Online. Os dois foram detidos na segunda-feira, enquanto trabalhavam.






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