Projeto garante tabelas iguais para todas as polícias e bombeiros
Francisco Gomes
Policiais Militares, Civis e Bombeiros do Distrito federal vão ter de esperar pelo menos até o próximo ano um reajuste salarial para a categoria. Ontem, o governador Rogério Rosso se reuniu com a bancada distrital representante da classe para tratar do assunto. Na reunião ficou descartada a proposta anterior, de autoria do então governador em exercício, Wilson Lima (PR), previa um aumento escalonado de 33% até 2012 e que tenentes e coronéis ganhariam mais que soldados e cabos.
As negociações continuam. O que ficou decidido mesmo é que será enviado até outubro deste ano, um Projeto de Lei ao Congresso Nacional, que garante tabelas de reajuste iguais para todas as polícias. Mas, de acordo com Rosso, o percentual será decidido posteriormente e não deverá causar impacto financeiro nas contas do GDF neste ano.
O encontro foi realizado no Ministério do Planejamento e contou com as presenças do secretário Executivo do Ministério da Justiça, João Bernardo Bringel, e dos deputados distritais Cabo Patrício (PT), Alírio Neto (PPS), Milton Barbosa (PSDB), além de Geraldo Magela (PT) e Alberto Fraga (DEM) da bancada federal.
Rogério Rosso destacou que as negociações vão continuar com o Governo Federal e fez questão de ler a Ata da reunião, na qual ficou estabelecido que todos os acordos serão feitos serão previamente discutidos em conjunto com os representantes categoria tanto no âmbito local como federal. “Queremos que qualquer decisão a ser tomada beneficie todos os policiais, seja da Polícia Federal ou das Polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros do DF, respeitados as peculiaridades de cada uma. Por isso, será elaborado um só projeto que valerá para todas as polícias”, afirmou o governador.
A reunião serviu também para elaborar um cronograma de reuniões para dar continuidade às negociações. A próxima está marcada para o próximo dia 17. Para Cabo Patrício, as discussões sobre o reajuste salarial foram prejudicadas em virtude da crise política que atingiu o governo do Distrito Federal em novembro do ano passado. “Em um período de cinco meses, nós tivemos quatro governadores. Isso sem dúvida contribuiu para que as negociações em torno do assunto não fossem consolidadas”, enfatizou o parlamentar.
Já Alberto Fraga não acredita em reajuste salarial para este ano, principalmente porque a proposta anterior sequer foi discutida com o Governo Federal. O que ele espera é que pelo menos o Congresso aprove um novo Plano de Cargos e Salários, ou seja, o chamado realinhamento de salários, que é dado de acordo com a patente de cada policial e que contemple todas as categorias. “Queremos um novo Plano de Carreira, porque aí os benefícios serão concedidos de acordo com trabalho de cada polícia, ou seja, a Polícia Federal realiza trabalho de fronteiras, portanto deve receber uma gratificação por isso. Mas, esse benefício não será destinado, por exemplo, para a Polícia Civil do DF, que não realiza esse tipo de ação”, enfatizou Fraga.
Na semana passada o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo já havia acabado com as pretensões das polícias do DF em conseguir reajustes salariais neste ano e que são pagas com recursos do Fundo Constitucional. Ele garantiu, inclusive, que não será concedido nenhum aumento para qualquer outra classe de servidores.






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